sexta-feira, 28 de julho de 2017

3 836 - Cavaleiros do BCAV. 8423 a preparar a rotação para Luanda!

O tenente coronel Gilberto Santos e Castro, oficial português que apoiou
 e comandou tropas da FNLA e Holden Roberto, presidente da mesma FNLA, 

no Ambriz e em data desconhecida (no ano de 1975)


O furriel Viegas e o capitão Domingues,
do QG da Região Militar de Angola

A 28 de Julho de 1975, um domingo, soube-se que o tenente-coronel Santos e Castro era o ex-oficial português que, no Caxito, comandava as tropas da FNLA - que dali tinham expulsado o MPLA, após «duros e violentos combates».
Gilberto dos Santos e Castro era prestigiado oficial português e tinha sido comandante da 1ª. Companhia de Comandos de Angola. Era irmão do engº. Fernan-
do Santos e Castro, que fora Governador Geral de Angola, presidente da Câmara Municipal de Lisboa e deputado nacional.
A situação no Caxito estava «estacionária, com alguns blindados da FNLA a ocuparem a localidade desde há alguns dias», mas sem conseguirem
Cavaleiros do Norte do PELREC: Marcos,
Madaleno, Pinto (1º. cabo) e Ferreirfa   
avançar sobre Luanda. O MPLA, noticiava o Diário de Lisboa, «fez um cerco às forças da FNLA e começou a sabotar as pontes».

Carmona a preparar
rotação para Luanda
Carmona continuava aparentemente calma mas... tensa!, devido às delicadas relações com a FNLA e as crescentes e cada vez mais levedadas críticas da comunidade civil quanto à acção dos Cavaleiros do Norte que, a todo o custo, procuravam «evitar males futuros». Mesmo asperamente maltratados e, dia a dia, muito insultados. A fazer doer a alma daqueles que, na imberbidade dos seus 22 para 23 anos, ali estavam dispostos a tudo,  para defender pessoas e bens, até a dar vida por terceiros!
A 28 de Julho de há 42 anos, de novo o Comando do BCAV. 8423 reuniu com «elementos do Quartel General da Região Militar de Angola», para preparar a operação de retirada de Carmona para Luanda. O mesmo acontecera a 23 e repetiu-se a 29. O objectivo essencial era «obter os meios necessários à execução de tal operação» e um dos elemento do QG era o capitão Domingues - que eu conhecera da sua relação familiar (primo) com Fátima Resende, ao tempo esposa de José Bernardino Resende, conterrâneo e amigo.
Raúl Corte Real, capitão miliciano e co-
mandante da CCÇ. 4145. de Vista Alegre

A CCAÇ. 4145 e
a 1ª. CART. 6322

Um antes, Almeida e Brito, deslocou-se a Vista Ale-
gre, em «contacto operacional» com a ali aquartela-
da CCAÇ. 4145 - que era comandada pelo capitão miliciano Raúl Corte Real.
Ainda neste mesmo dia de há 42 anos, registou-se «a retirada do  Subsector», da 1ª. CART do BART. 6322, que «trabalhava na área dos «quar-téis» de Camabatela e Quiculungo» - a ZA do BCAV. 8423. Os artilheiros da 1ª. CART. 6322, recordemos, faziam parte do Comando Operacional de Tropas de Intervenção 2 (COTI 2) e estava, há 43 anos e desde 18 de Julho anterior, sob dependência operacional do BCAV. 8423.


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