CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

sexta-feira, 19 de junho de 2026

- Há 52 anos: As Comissões Locais de Contra-Subversão e o BCAV. 8423!


Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala: NN, Campos, alferes Lains dos Santos, furriel José
Nascimento e Casimiro. Em baixo, Ruizinho e NN. Quem identifica estes (NN) antigos combatentes?

Grupo de TRMS da 1ª. CCAV. 8423: Lago e Raposo (de pé), Coelho,
1ºs. cabos Hélio e Louenço, mais Aires e Carlitos

A Comissão Local de Contra-Subversão (CLCS) do Quitexe reuniu a 19 de Junho de 1974.
Há 21 anos!
«Tiveram lugar as normais reuniões», lê-se no livro «História da Unidade», apontando também o dia 26 (seguinte).
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, há poucos dias chegadas aos chãos uíjanos, adaptavam-se à vida operacional e criavam empatias com as autoridades e população local.
TRMS do BCAV 8423: 1º. cabo Mendes, Soares, furriel Pires,
1º. cabo Oliveira e Costa. Em baixo, 1º. cabo Felicissímo (da
1ª. CCAV.), Zambujo e 1º. cabo Salgueiro
O mesmo acontecia em Aldeia Viçosa, vila onde estava aquartelada a 2ª. CCAV. 8423 (a do capitão José Manuel Cruz) e nas Fazendas Zalala e Santa Isabel, espaços, respectivamente, da 1ª. CCAV. 8423 (do capitão Castro Dias) e da 3ª. CCAV. 8423 (do capitão José Paulo Fernandes) - milicianos, os 3.
O BCAÇ. 4211 partira alguns dias antes e a responsabilidade da ZA desde 14 que era integralmente assumida pelo BCAV. 8423.
O comandante Almeida e Brito bem conhecia bem a zona (pois lá tinha sido oficial adjunto do BCAV. 1917, em 1968) e inspirava confiança ilimitada aos debutantes combatentes. «Maçaricos», assim eram identificados na gíria militar.

Mulheres de seios nus e com
filhos pendurados nas costas!


Era quarta-feira e o PELREC teve um patrulhamento apeado - o primeiro!... - , depois de largado na estrada para Carmona e na aldeia do Quitoque - galgando esta, onde os jovens combatentes viram as primeiras mulheres negras de seios nus e filhos pendurados nas costas, algumas a mascar tabaco..., depois caminhando por lavras adentro e pelos primeiros e temidos trilhos da mata, numa operação diurna que serviu de adaptação e de moer de alguns medos.
Ao dia, não sabíamos, mas desde a véspera que Richard Nixon, Presidente dos Estados Unidos, estava nos Açores para debater com António Spínola (PR de Portugal) a questão das colónias portuguesas. As conversações iam começar precisamente nesse dia 19 de Junho de há 52 anos.
Era a Cimeira dos Açores!
Um ano depois, já em Junho de 1975, era a do Quénia - entre os três movimentos de libertação, buscando a paz que as armas «matavam» na terra da Angola que tinha independência marcada para 11 de Novembro desse 1975. 
O desarmamento dos civis e a expulsão de todos os elementos da ex-PIDE/DGS (com julgamento dos angolanos a ela ligados e sua reeducação nacionalista) e a acção do Governo e as suas implicações político-económicas foram temas das negociações da véspera.
Carmona e o Uíge tranquilizavam-se militarmente, embora levedassem dúvidas sobre o futuro - particularmente da comunidade europeia branca. Continuavam as deficiências de abastecimento, logo por isso as carências logísticas, e as NT, sem grande descanso, procuravam assegurar «a liberdade de itinerários» - que, na prática, dependia da sua acção no terreno.

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