CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

domingo, 21 de junho de 2026

O primeiro «IN» que se apresentou aos Cavaleiros do Norte! Mina amputou pé de soldado «Comando»!


Cavaleiros do Norte no Quitexe. Do lado esquerdo, NN (de bigode) e 1ºs. cabos Miguel Teixeira e Fernando
 Pires (Fecho-Eclair, que hoje faria 74 anos, mas faleceu a 25/05/2026). À direita, Jorge Pinho (sentado), 
José Esteves e Vasco Vieira (Vasquinho, de dedos em V)

A placa do Quitexe na Estrada do Café, do lado de Carmona, com
o condutor Henrique Esgueira, no tempo do BCAV. 8423 (1974/75).
Foi o organizador do encontro da CCS de 2024



A jornada africana dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423,por terras do uíjano norte de Angola e no dia 21 de Junho de 1974 - há 52 anos!!!... -, ficou particularmente assinalada pela apresentação de um combatente da FNLA (um IN, um inimigo).
O primeiro! 
O Batalhão desde a véspera que estava envol
vido na Operação Castigo DIH (que foi a sua grande estreia operacional nas matas do norte de Angola...), na qual e nas suas 4 fases, participaram todas as suas subunidades orgânicas: a CCS (aquartelada no Quitexe e comandada pelo capitão SGE António Martins de Oliveira), a 1ª. CCAV. 8423 (a da Fazenda Zalala e do capitão miliciano Davide de Oliveira Castro Dias), a 2ª. CCAV. 8423 (a de Aldeia Viçosa e do capitão miliciano José Manuel Romeira Pinto da Cruz) e a 3ª. CCAV. 8423 (a da Fazenda Santa Isabel, do capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes).
O furriel Manuel Dias da 41ª.
 Companhia de Comandos 


Mina amputou pé de um
soldado «Comando»!

A operação, segundo o livro «História da Unidade», «não viu grande compensação do esforço desenvolvido pelas NT, pois que, salvo uma emboscada sem consequências, no Tabi, só teve por reacção IN a materialização de tiros de aviso»
Teve, sim, e ainda segundo o mesmo livro, «efeitos mais graves» para a 41ª Companhia de Comandos, pois «foi accionada uma mina anti-pessoal na Central do Negage, ma qual um seu soldado sofreu a amputação de um pé».
Deve haver um lapso nesta referência à Central do Negage, pois foi o PELREC a fazer a evacuação do soldado, mas tal aconteceu na Baixa do Mungage - onde o autor do blogue conheceu um conterrâneo de Águeda, o furriel miliciano Dias, que era do concelho aguedense mas tinha estudado em Anadia. Daí, não nos conhecermos. 
Outro furriel miliciano desta 41ª. Companhia de Comandos era, ao tempo, um ex-futebolista júnior do FC do Porto, o Valongo - de quem não conhecemos o paradeiro. Era angolano e poderá ter ficado em Angola.
«Não teve esta operação resultados que não fossem o conhecimento das reações humanas e acabou até, por ser defraudada, pois que a 4ª. Companhia de Comandos retirou da ZA após umas escassas 18 horas de operação, quando ela, e para esta subunidade, envolveria 8 dias de actividade operacional», relata o Livro da Unidade (o BCAV. 8423).

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