CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

segunda-feira, 1 de junho de 2026

Os Cavaleiros do Norte da CCS lembrando os dramáticos dias de Junho de 1975!

O alferes António Cruz, o Raúl Caixarias e
o 1º. cabo Joaquim Breda - a 30/05/2026

 


O encontro dos Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423 foi na Barosa de Leiria, a 30 de Maio de 2026, e foi momento de várias e sentidas emoções. Por exemplo, a recordação do 1º. cabo José Manuel Cordeiro, de uma noite de patrulhamentos na cidade de Carmona.
«Lembras-te, ó... Os gajos não nos queriam deixar passar, naqueles dias de porrada..., qu´eram eles que mandavam, mas nós não nos ficámos e fomos mesmo p´rá cidade. Acartámos centenas de civis para o quartel, salvámos-lhe a pele...», recordou este atirador de Cavalaria do PELREC, falando para o furriel Viegas e para o seu filho, outro debutante do encontro.
Foram, voltando 51 anos atrás, dias e noites de medos e desassossego, em patrulhas urbanas 
Cavaleiros do Norte do PELREC: os soldados Aurélio
Júnior (Barbeiro), e Raul Caixarias, o furriel Viegas, o 
 1º. cabo José Cordeiro e o soldado Francisco Madaleno
constantes e de mil perigos, connosco sempre na mira dos «fnla´s» e dos «mpla´s» e da comunidade civil, que «odiava» a tropa.
Tropa que éramos nós, os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423! Tropa que se sentia isolada mas que, como se lê no livro «História da Unidade», teve «verdadeiro sentido de missão» e particularmente nos primeiros 6 dias de Junho de 1975, mostrou «tenacidade e a firme certeza» (...), «calma e coragem (...), sangue frio, sentido de missão e grandeza, consciência desinteressada e com o leal desejo de cumprir a missão que lhe foi imposta pelo processo de descolonização».
«Voltavas a fazer o mesmo e da mesma maneira?Alinhavas?...», interrogou-lhe o Viegas.
«Claro, mas é claro...», respondeu sorridente o José Cordeiro, olhando cumplicemente para o filho, que levou ao encontro e como quem pergunta: «Tás a ver, eu não te dizia»...».
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, na verdade, passaram «momentos difíceis e preocupantes, em todos os aspectos», mas, citando o «LdU», «deram reais provas, unânimemente e superiormente reconhecidas, até pelas próprias populações».
Tal foi a sua bravura!
Saudação aos Cavaleiros do Norte da CCS

A camaradagem
de há 51/52 anos!

O alferes António Cruz foi o orador do encontro, enaltecendo as virtudes militares do Cavaleiros do Norte e exaltando o papel as mulheres.
«Se não fossem elas, o que seria de nós, os homens...», comentou o oficial mecânico do BCAV. 8423, do alto dos seus vetustos 80 anos e também lembrando o capitão Acácio Luz, o Cavaleiro do Norte Maior - que a 28 de 
Recordações da Barosa
Março festejou 97 anos!
Sublinhou «a camaradagem que nos fez mais maduros e conscientes», num tempo, o de há 51/52 anos, em que «o dever nos levou às terras de Angola». E anunciou o «juiz» do encontro de 2027: será o Raúl Caixarias. Por terras de Torres Vedras.
O Joaquim Breda, o 1º. cabo que foi condutor-auto por terras de Angola e em 2026 foi o organizador do encontro de Barosa, estava emocionado quando, dando conta da sua «alegria de estarmos na minha terra a lembrar a nossa passagem por Angola», se ia esquecendo a lembrança que há para todos»: as duas garrafas que se vêem na imagem.
E foi aliviado e feliz que, sorridente, passou o testemunho, o guião da CCS do BCAV. 8423, para as mãos do Raúl Caixarias.
Ficou em boas mãos!
«Irei fazer o meu melhor, para vos receber bem», disse o Caixarias, que, com Alzira, sem amor de sempre, não falha(m) um encontro dos Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423. 
- AMANHÃ: O capitão Acácio Luz: 97 anos!

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