CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

domingo, 23 de fevereiro de 2020

4 975 - Atiradores de férias e apontadores de morteiros no RC4!

A Administração Concelhia (Câmara Municipal) do Quitexe, um edifício do tempo colonial que se encontra
muito bem conservado. No jardim da vila e em imagem de 24 de Setembro de 2019 
Alferes milicianos Jaime Ribeiro, Augusto Rodrigues
 e José Alberto Almeida na messe de oficias do Quitexe

A 23 de Fevereiro de 1974, um sábado para domingo de há 46 anos, apresentaram-se no RC4 vários militares para as várias companhias operacionais dos futuros Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423. 
Os atiradores de Cavalaria tinham ido de férias, tinham acabado a escola de recrutas no Destacamento do Regimento de Cavalaria nº. 4 (RC4) e pela Mata do Soares fora, e começavam a chegar outros mobilizados para as terras africanas de Angola - os especialistas.  
Os que há 46 anos se apresentaram, todos já depois das 11 horas da noite, rodavam do Regimento de Infantaria 11 (RI 11), de Setúbal, por «terem sido nomeados para servir o ultramar, com destino ao BCAV. 8423».
Os capitães José Paulo Fernandes e
José  Manuel Cruz com o comandante
 Bundula, da FNLA

Apontadores de morteiros
para 3 Companhias

No caso, eram todos apontadores de morteiros e para as seguintes companhias operacionais:
- 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, comandada pelo capitão miliciano Davide Castro Dias: Manuel de Almeida Novo (1º. cabo, que era natural de Calde, em Viseu), José António Tavares de Sousa (de Pedras Novas, em Leça da Palmeira, Matosinhos) e Manuel Joaquim Vilaça da Silva (da Barroca, em Ouriz, Vila Nova de Famalicão).
- 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, comandada pelo capitão miliciano José Manuel Cruz: Adelino Augusto Ferreira do Couto (de Lousada, em Vila Nova de Famalicão) e António Manuel Magalhães Macedo (de Cimo de Vila, em Penafiel).
- 3ª. CCAV. 8423, a  de Santa Isabel, comandada pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes: José Agostinho da Silva Ferreira (1º. cabo, de Vila Chã, freguesia de Santo Estevão de Briteiros,  em Guimarães), Fernando da Silva Oliveira (de Sub-Estrada, em Nespereira, também Guimarães) e António Moreira de Carvalho (de Teixogueira, freguesia de Milagres, em Leiria).
O monumento que evoca os mortos de Odivelas
 na guerra colonial. Entre eles, sublinhado, o Cava-
leiro do Norte Joaquim Manuel Duarte Henri-
ques, da 1ª. CCAV. 8432, a de Zalala 

Morte de Henriques,
Cavaleiro de Zalala

A véspera registara a apresentação, às 19 horas, do soldado Joaquim Manuel Duarte Henriques «por ter terminado a pena que lhe foi imposta». Era atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, e viria a falecer em Angola, vítima de doença, a 21 de Setembro de 1974.
Doente em Zalala, foi então evacuado para a enfermaria do Quitexe e terá passado pelo Negage, antes de ser evacuado para o Hospital Militar de Luanda - onde faleceu. 
O corpo foi trasladado para o cemitério de Odivelas e o seu nome está em memória no monumento. Era filho de João Pedro Henriques e Delfina da Conceição Duarte. RIP!!!
Notícia do Diário de Lisboa de 24/02/1975

Mais mortos
em Angola

Um ano depois, o 23 de Fevereiro de 1975 também foi um  domingo e dia de, ao fim da tarde, «novos incidentes em N´Dalatando (antiga Salazar)». Não tão longe, assim, do «nosso» Quitexe.
«Elementos do MPLA cercaram a Delegação da FNLA, gritando slogans como «Abaixo a FNLA imperialista!» e disparando contra os membros da FNLA», relatava o Diário de Lisboa de 24 de Fevereiro, registando «a morte de dois civis, um negro e um branco, e dois feridos».
Nova Lisboa também foi palco de novos combates entre elementos da Facção Chipenda e o MPLA, com um morto. O MPLA e a FNLA, em comunicados separados, condenaram os incidentes e as Forças Armadas Portuguesas anunciaram «medidas firmes para evitar a repetição dos incidentes».


sábado, 22 de fevereiro de 2020

4 974 - O último dia, há 46 anos, da Escola de Recrutas do BCAV. 8423


Carlos Letras (2ª. CCAV.), José Louro e Vitor Costa (1ª) e João Brejo (2ª.) no bar de
 sargentos do RC4, há 46 anos, em tempo de recruta dos Cavaleiros do Norte,
os futuros Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423
Manuel Pinto, da 1ª. CCAV., e Grenha Lopes, da
 2ª. CCAV.,dois futuros furriéis milicianos do
  BCAV. 8423, há 46 anos, no Campo Militar
de Santa Margarida

O Campo Militar de Santa Margarida
Os exercícios finais da Escola de Recrutas (ER) do Batalhão de Cavalaria 8423 terminaram a 22 de Fevereiro de 1974, há 46 anos e com destino já marcado para Angola.
O tempo, quase não parecendo, voou rápido e a juventude e sonhos dos nossos 21 para 22 anos de então voaram sem parar: somos agora (mais que) sexagenários, já caminho dos muito próximo 70 anos, com as dores e impertinências da idade e com alguns de nós já idos para o além! 
A Escola de Recrutas dividiu-se entre o Destacamento do RC4, onde se aquartelavam os praças, e a Mata do Soares, galgando-se pelas fronteiras de Malpique, Portela  e Vale do Mestre, S. Miguel de Rio Torto (já de Abrantes). Por lá andámos e por lá ajudámos a formar os jovens mancebos que, como nós, já estavam mobilizados para Angola.
O Batalhão de Cavalaria 8423 «completou, deste modo, a primeira parte da sua instrução, a chamada instrução operacional», lê-se no Livro da Unidade.

Daniel Chipenda e Mário P. Andrade

Revolta do Leste 
integrada na FNLA

Um ano depois e no Quitexe uijano, fazíamos vésperas da rotação para Carmona e num tempo em que Daniel Chipenda anunciou, em Kinshasa, que os homens da (sua» facção, a Revolta do Leste, se iriam agrupar na FNLA. Seriam 3000, armados, que continuavam sob ordens dos seus oficiais, mas passavam, todavia, a estar «sob o alto-comando do Estado-Maior General da FNLA».
O MPLA (que oficialmente tinha expulso Chipenda) reagiu com um comunicado, dando conta que «renderam-se ao Estado Maior da Frente Leste, no passado dia 16, os comandantes Luehele, Katchukuchucu, Ácido e Muhongo Nabanca, que até sta data se encontravam integrados nas tropas imperialistas de Daniel Chipenda». 
As rendições teriam ocorrido na área de Cazombo e sucediam-se, dizia o comunicado do MPLA, às de outros comandantes da Facção Chipenda: Mafuta, Cow-Boy, Pela Virianga e Bala Direita (em Janeiro).
Aurélio em 2019
Aurélio em
1974/75

Aurélio, o Barbeiro, 68 
anos em Ferreira do Zêzere !

Aurélio da Conceição Godinho Júnior foi Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423 mas por lá foi imortalizado como o... Barbeiro. Ainda hoje! Festeja 68 anos a 23 de Fevereiro de 2020!
Atirador de Cavalaria do PELREC, fazia barbas e cabelos aos combatentes da CCS, sem alguma vez se furtar a qualquer operação, escolta ou patrulhamento que lhe coubessem (e couberam muitos).
Regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, à sua aldeia do Telheiro, freguesia de Pias, em Ferreira do Zêzere, onde é empresário do sector dos electrodomésticos e instalações comerciais e industriais.
Para lá e para ele, daqui vai o nosso abraço de parabéns!

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

4 973 - A quase obsessiva expectativa de sair do Quitexe para Carmona

O Bar do Rocha, na entrada do Quitexe, em plena Estrada do Café, que liga Luanda a Carmona, actual
 cidade do Uíge. A casa da direita, a verde, é a do antigo e emblemático Bar do Rocha, de tantas
recordações dos Cavaleiros do Norte. É agora uma das três farmácias da vila uíjana
O furriel Viegas, ladeado pelos 1ºs. cabos António Pais, à
 esquerda, e Emanuel Santos, no bar do Rocha, a ma-

riscar e a cervejar. Bons tempos, os de 1974/1975!


Os dias deste tempo de Fevereiro de 1975, há 45 anos, iam passando, e nós a riscá-los do calendário, expectando-se o que seria a nossa vida na cidade. Para onde acabaríamos por ir a 2 de Março seguinte. Embora, por esta data desse ano, ainda tal não se soubesse.
Não era despiciendo, mesmo nada desdenhável,  tal ponderar por parte dos expectantes Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423. A maioria de nós era gente rural, sem hábitos urbanos, como seria viver numa cidade? E naqueles circunstâncias tão particulares? Não seria nada de especial, como se veio a ver.
Era assim, nesta quase obsessiva expectativa que, por estes dias de há 45 anos, já muitos de nós acomodávamos as malas e, nas fugidas à cidade,  procurávamos conhecer o BC12. Por lá já passarinháramos antes, em desenfianços mais ou menos «legais», procurando os prazeres do corpo e da alma. Ir para a cidade, seria bom! E era mais um passo na viagem do regresso a Portugal e às nossas casas.
Pelo Quitexe, como se vê na imagem, passavam-se bons dias, abancando ora no Pacheco, ora no Topete, ora no Rocha. Vida boa, sem preocupações operacionais e riscando dias do calendário. 

Os presidente Holden
Roberto, Agostinho Neto
e Jonas Savimbi

Revoltas Activa e do Leste,
as dissidências do MPLA !

A FNLA e a UNITA, por este altura e em Luanda, asssaz curiosamente, lançaram um apelo à Facção Chipenda, da Revolta do Leste, no sentido de «abandonar a sua existência como grupo armado, para se integrar num dos três movimentos». O outro era o MPLA, de que Daniel Chipenda era dissidente. 
O MPLA, recordemos, chegou a estar dividido em três facções praticamente autónomas:  a Revolta Activa, liderada por Mário de Andrade, e a Revolta do Leste, liderada por Daniel Chipenda, ambas opostas a Agostinho Neto, que na prática ara p líder  a Ala Presidencial, fiel a Agostinho Neto. Dupla cisão foi superada em 1974, por uma conferência de unificação realizada na Zâmbia, mas levou à expulsão ou saída espontânea de uma série de elementos, e deixou profundas marcas. Como as que Chipenda expunha há 45 anos.
Na mesma data, os mesmos FNLA e UNITA, em comunicado conjunto, exigiam a demissão do governador de Moçâmedes, acusando-o de «demasiado parcialismo, a favor do MPLA, em detrimento dos outros movimentos de libertação», para além de «incapacidade manifestada para manter a ordem a paz na área do distrito».
Abílio Delgado

Delgado de Aldeia Viçosa,
faleceu há 10 anos !

O 1º. cabo Delgado, 1º. cabo atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8423, faleceu há 10 anos, vítima de doença.
Abílio da Fonseca Delgado, de seu nome completo, foi bravo Cavaleiro do Norte de Aldeia Viçosa e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975 e à sua casa natal do Casal da Charneca, lugar da freguesia de Évora, no concelho de Alcobaça.
Foi empresário do sector da cunicultura e, pai de três filhas, ali faleceu, vítima de uma fatal embolia cerebral e a 22 de Fevereiro de 2010. Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

4 972 - A família dos futuros Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423!


O edifício do Quitexe, a azul, onde funcionou a enfermaria dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, agora
ocupado pela Polícia Nacional (PN) de Angola, assim como o edifício ao lado - a casa que era da Família
Rei. Imagem de 24 de Setembro de 2019, com o furriel Viegas
O comandante Caros Almeida e Brito e o capitão José
Paulo Falcão no encontro de Águeda, em 1995.
Ambos já falecidos. RIP! RIP!


O comandante Carlos Almeida e Brito, acompanhado do capitão José Paulo Falcão (oficial adjunto), voltou a Carmona a 20 de Fevereiro de 1975, há 45 anos, no âmbito das «reuniões de trabalho na ZMN». Lá estivera na véspera e lá voltou a 25, a 26, a 27 e a 28 do mesmo mês.
O murmúrio sobre a nossa rotação para a capital do Uíge era cada vez maior,  muito disso se falava por esse tempo, mas só a 26 se tornou oficial. 
O comandante Almeida e Brito, em Carmona, analisava, com as chefias da Zona Militar Norte (ZMN), a provável rodagem para o BC12, que estava em processo de extinção e viria a ser, meio ano depois (Agosto), a última guarnição portuguesa  no norte angolano - de onde saíram a 4 de Agosto para a épica coluna para Luanda.
Os futuros furriéis milicianos Queirós e
Costa em Santa Margarida, há 45 anos!

A Escola de Recrutas
em Santa Margarida!

Um ano antes, na Mata do Soares, arredores do Campo Militar de Santa Margarida, os futuros Cavaleiros do Norte continuavam os exercícios finais da Escola de Recrutas, com os futuros atiradores de cavalaria. Tinha começado a 18 (uma segunda-feira) e terminariam a 22 de Fevereiro (sexta). 
«Completou deste modo, o Batalhão de Cavalaria, a primeira parte da sua instrução, a chamada instrução especial», relata o livro «História da Unidade». 
Os especialistas só começaram a chegar a 4 de Março, completando os efectivos do Batalhão». Por especialistas, entendam-se escriturários, enfermeiros, sapadores, mecânicos (de viaturas e de armas), rádio-telegrafistas, condutores, cozinheiros e outros.
Formava-se, como ainda ontem aqui falávamos, a família dos futuros Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423!
António Clara Pereira, Francisco António
 e António Simões no encontro de 2017

Pereira da CCS
faleceu há 2 anos!

O soldado-mecânico António Clara Pereira, do parque-auto da CCS do BCAV. 8423, faleceu há 2 anos, vítima de doença.
Cavaleiro do Norte do Quitexe, regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, à sua casa da Carregueira, freguesia do município de Mação. Trabalhou muitos anos na exploração de petróleos e participou no encontro de 2017, no RC4, em Santa Margarida.
Um tumor no fígado roubou-lhe a vida a 21 de Fevereiro de 2018, aos (quase) 66 anos - nascido que foi a 18 de Agosto de 1952. Hoje o recordamos com saudade. RIP!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

4 971 - A mudança dos Cavaleiros do Norte para o BC12 de Carmona!

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV 8423. a de Zalala, homens das Transmissões: António Lago e Rogério
Raposo (que amanhã faz 68 anos) e António Lago e, em baixo, Carlitos, José Aires, 1ºs cabos Ângelo
 Lourenço e Hélio Cunha e Fernando Coelho
O BC 12 no tempo dos Cavaleiros do
Norte do BCAV. 8423, em 1975

O comandante Almeida e Brito esteve na Zona Militar Norte (ZMN), em Carmona e a 19 de Fevereiro de 1975, há 45 anos, para «ultimar os aspectos da rendição do BC12». 
Este tipo de reuniões de trabalho repetiu-se a 20, 25, 26, 27 e 28 - o que, na prática, antecipava a rotação dos Cavaleiros do Norte para a cidade de Carmona. Já não era para Luanda, o que nos desgostava por um lado e agradava por outro. Neste caso, porque era pacífica a situação no Uíge; naquele, porque a capital fervilhava de pequenos e grandes incidentes e não era raro surgirem  notícias de mortos e de muitos feridos.
O então tenente-coronel (e futuro general) Carlos José Saraiva de Lima Almeida e Brito, normalmente, era acompanhado do capitão José Paulo Falcão - o oficial adjunto e de operações (que, de resto, já interinamente comandara o BCAV. 8423) - e estas reuniões de trabalho analisavam os pormenores processuais da rendição de pessoal do BC12.
Notícia do Diário de
Lisboa de 19/02/1975

Fascismo e colonialismo,
Agostinho Neto no Congo

A capital Luanda, a propósito e por este tempo de há 45 anos, é que continuava pouco pacífica. 
O Diário de Lisboa de 19 de Fevereiro dava conta da denúncia dos industriais pesqueiros, que pediam «uma maior repressão à banditagem que campeia no porto pesqueiro, o que está a provocar grandes prejuízos à indústria e a prejudicar o abastecimento de pescado à capital».
Agostinho Neto presidente do MPLA, por sua vez e depois de uma visita a Cabinda, partia para Brazaville e Ponta Negra, onde iria conferenciar com dirigentes da República do Congo. No enclave e durante um comício, recordou aos guerrilheiros do MPLA «o internacionalismo da luta travada, que fez das vitórias alcançadas por eles vitórias dos povos das outras ex-colónias portuguesas, visto serem os mesmos objectivos os que se pretendem alcançar e o mesmo inimigo a combater».
Citou o povo português, que «conseguiu expulsar o fascismo e o colonialismo» e que o povo de Angola «tendo-lhe sido reconhecido o direito à independência, não tem contradições especiais com o povo português».
Rogério Raposo
em 2019

Raposo de Zalala,
68 anos em Sintra!

O Cavaleiro do Norte Raposo, da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, festeja 68 anos a 20 de Fevereiro de 2020.
Rogério Silvério Raposo foi especialista de transmissões e regressou a Portugal no dia 1 de Setembro de 1975, evacuado do Hospital Militar de Luanda.
«Tive problemas na pele, depois do rebentamento de um granada, ainda em Carmona», recordou este rádio-telegrafista, que nos anos 90 do século XX voltou a Angola e por lá fez vida profissional, até 2015. Trabalhava no sector das madeiras e recordou-nos que «uma vez, fui a Zalala, em serviço, mas nada estava igual».
Mora em Sintra e para ele vão os nossos parabéns!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

4 970 - A Escola de Recrutas do BCAV. 8423! Chipenda acusado de se vender ao estrangeiro!

Os Cavaleiros do Norte da CCS do BCAV. 8423 voltaram ao RC4, a sua unidade mobilizadora
 e de instrução, no dia 3 de Junho de 2017 e lá realizaram o seu encontro anual
O condutor Vicente, o atirador Marco e os furriéis
 milicianos Viegas e Neto, a 28 de Março de 2017, na
entrada do RC4, em Santa Margarida

Os exercícios finais da Escola de Recrutas do BCAV. 8423, os futuros Cavaleiros do Norte, começaram a 18 e terminaram a 22 de Fevereiro de 1974.
O livro «História da Unidade» lembra que decorreram na chamada Mata do Soares, à volta do Campo Militar de Santa Margarida, e que o BCAV. «completou deste modo a primeira parte da instrução, a chamada instrução especial».
A estrutura orgânica já estava definida, sendo comandante do Batalhão o tenente-coronel Carlos Almeida e Brito, oficial de Cavalaria. O 1º. comandante era o major Ornelas Monteiro (que acabou por não seguir para Angola, «desviado» para a Guiné, pelo MFA) e os comandantes de companhia eram os capitães António Oliveira, do SGE (da CCS, a do Quitexe), e os milicianos Castro Dias (1ª. CCAV., a de Zalala), José Manuel Cruz (2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa) e José Paulo Fernandes (da 3ª. CCAV. 8434, a da Fazenda Santa Isabel).
Daniel Chipenda, dissidente do
 MPLA, e Holden Roberto,
presidente da FNLA

MPLA acusou Chipenda de se
vender aos interesses estrangeiros

Um ano depois e já em Angola, Lúcio Lara, o chefe da delegação do MPLA em Luanda, acusou o dissidente Daniel Chipenda de se «vender aos interesses estrangeiros» e de «lançar a instabilidade no nosso país». Salientou que os militares leais a Chipenda eram «veteranos da guerra contra o colonialismo português» e exortou-os «a lutar patrioticamente por uma Angola melhor, mas sem armas, ou pelo menos sem armas que ameacem o nosso povo».
Na mesma Luanda, Ngola Kabangu, ladeado por Samuel Abrigada (Ministro da Saúde) e Hendrick Vaal Neto (Secretário de Estado da Informação), todos da FNLA, pediu ao Governo a dissolução imediata das Comissões Populares de Bairro e testemunhava a rejeição do seu movimento «a qualquer acto susceptível de provocar uma guerra fratricida» e que «não permitirá  a instalação de um clima de insegurança e de anarquia no país».
Agostinho Neto, presidente do MPLA, regressado de Cabinda, a Lisboa, considerou o imperialismo como «o principal inimigo do povo». O imperialismo e «o seus agentes».
Manuel Oliveira

Oliveira de Aldeia Viçosa,
68 anos em Penafiel !

O soldado cozinheiro Manuel Joaquim Martins de Oliveira, da 2ª. CCAV. 8423, festeja 68 anos a 18 de Fevereiro de 2020.
Cavaleiro do Norte de Aldeia Viçosa, regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975 e fixou-se no lugar de Serra, freguesia de Canelas, do  município de Penafiel, a partir de onde exerceu a sua actividade profissional como motorista de longo curso.
Um AVC sofrido em 2000, levou-o a antecipar a reforma, em 2001, e lá por Canelas continua a viver, sendo participante habitual dos encontros anuais dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa. O nosso abraço de parabéns!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

4 969 - A Facção de Daniel Chipenda entre a FNLA e o MPLA!

Cavaleiros do Norte da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel todos furriéis milicianos: José
Querido, Victor Guedes (falecido a 17/04/1998), António Fernandes, Agostinho Belo (de óculos e bigode,
que hoje festeja 68 anos no Retaxo, em Castelo Branco) e Ângelo Rabiço
Fernando Pires (que hoje faz 68 anos, em
Cascais) e Luís Costa, furriéis milicianos
 do Pelotão de Morteiros 4281
Noticia do Diário de Lisboa
de 17 de Fevereiro de 1975

Os tempos da jornada africana dos Cavaleiros do Norte pelo Uíge angolano, há 45 anos, eram de continuada expectativa sobre seu destino próximo: se para Luanda, se para Carmona - cidade capital do Uíge, onde ia ser extinto o BC12. 
A hora de voltar a casa, às nossas casas, aos nossos chãos e cheiros natais é que não havia mais de chegar. 
O problema da Facção Chipenda continuava por resolver, mas a UNITA, pela voz do secretário geral Miguel Nzau Puma, não punha objecções a que aderisse ao seu movimento, ou mesmo à FNLA de Holden Roberto.
Holden Roberto que, em Abidjan, capital da Costa do Marfim, afirmara na véspera que «tem sido bom o clima político que se respira em Angola». 
«Esperamos - acrescentou o presidente da FNLA - que o espírito que prevaleceu durante as conversações com os portugueses subsista, para que possamos chegar à independência sem demasiados conflitos e dificuldades».
Sobre as dissidências no MPLA, o líder da FNLA comentou que «deixaram de ser um problema de ordem interna para se transformarem num problema nacional».
«Nestas condições - disse Holden Roberto - tal problema deve ser resolvido de forma fraterna, portanto através do diálogo».
Sabemos hoje que as coisas não seriam, não foram bem assim! O tempo, ao tempo, era de esperança e confiança!
Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423: António
 Flora, Luís Costa, Agostinho Belo, Francisco
Bento e Joaquim Abrantes, na messe e bar
de sargentos do Quitexe


Belo, furriel de Zalala,
67 anos no Retaxo !

O furriel miliciano Belo, da 3ª. CCAV. 8423, comemora 68 anos a 17 de Fevereiro de 2020.
Agostinho Pires Belo foi vagomestre e regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975 - depois de terminada a sua missão angolana, que, Uíge fora, o levou pea Fazenda Santa Isabel e também pela vila do Quitexe e pela cidade de Carmona. Fez carreira profissional como funcionário de Finanças e, já aposentado, mora no Retaxo, a sua terra natal, em Castelo Branco.
É para lá que vai o nosso forte e saudoso abraço de parabéns!
Fernando Pires
em 2019

Pires, furriel dos Morteiros, 67
anos em S. Domingos de Rana!

O furriel miliciano Fernando de Freitas Pires, do Pelotão de Morteiros 4281, festeja 6o anos a 17 de Fevereiro de 2020.
Natural do Porto e regressado a Portugal já «preso» d´amores pela sua «mais-que-tudo» de sempre (enamorados desde o Quitexe das nossas muitas saudades!!!...), foi profissional da GNR, nesta qualidade integrando em forças especializadas que, em várias e sucessivas missões - Bósnia e Timor, por exemplo, o levaram a vários teatros de guerra espalhados pelo mundo.
Sargento-mor aposentado, mora em S. Domingos de Rama, no município de Cascais, para onde vai o nosso abraço de parabéns! 

domingo, 16 de fevereiro de 2020

4 968 - Cavaleiros do Norte em ZA de intensa politização dos movimentos!

A praça principal do Quitexe, mesmo em frente à Administração do Concelho. Ao fundo, e a branco,
reconhece-se da Igreja de Santa Maria de Deus, onde, em 1974/75, sacerdotava o padre Albino
Capela, da Congregação dos Frades Capuchinhos Menores
A Igreja de Santa Maria de Deus do Quitexe e, do lado
direito, vários pavilhões que servem de escola e ocupam o
 espaço que era das casernas, oficinas, balneários, cozinha
 refeitório do BCAV. 8423. O edifício do Comando, antes
do imbondeiro, à direita, foi destruído

Os dias uíjanos dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 iam-se desarriscando do calendário e a tarde de 16 de Fevereiro de 1975, há 45 anos, foi tempo de, de ouvidos colados aos transistores de pilhas, ouvirmos o relato do FC do Porto-Benfica - que os encarnados venceram (3-0), com golos de Victor Martins,
Moínhos e Toni. 
A rua lateral do quartel (à esquerda, onde estão
 os pavilhões escolares), vista do lado da Igreja
Ao tempo, e já com o Comando do Sector do Uíge extinto (no anterior dia 13), discutia-se a cada vez mais iminente (e desejadíssima), rotação do BCAV. 8423. Segundo o livro «História da Unidade», «agora com a pressa de uma rápida e imediata mudança para o BC12», na então cidade de Carmona - agora Uíge.
A mudança era do «agrado geral» para os militares e, na prática, mais um passo no caminho do regresso aos seus chãos natais, mas, para os Cavaleiros do Norte levedava-se a responsabilidade operacional «numa zona de intensa politização dos movimentos emancipalistas» - a FNLA, o mais influente na nossa ZA, o MPLA e a para nós quase desconhecida UNITA.
Mal imaginávamos o que iria acontecer nos trágicos primeiros 6 dias de Junho de 1975, já Carmona - para onde rodámos a 2 de Março. E nos antes e depois esses dias de duros e sangrentos combates dentro da cidade.
As operações militares pelas matas uíjanas, os suores de medos e os arrepios sentidos nos trilhos e picadas, as patrulhas e escoltas, eram um pequenino «nada» ao pé, que se comparasse nos dramáticos primeiros dias de Junho, na capital da província.
João Lino, Cavaleiro
 do Norte de Santa
 Isabel

Lino de Santa Isabel, a morte,
atropelado, 3 meses depois do casamento

O dia 16 de Fevereiro de 1975 foi também o dos 23 anos de João Lino Oliveira da Silva, soldado atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423 - a da Fazenda Santa Isabel. 
O Lino, cumprida a nossa jornada africana do Uíge angolano, regressou a Torre do Bispo, em S. Vicente de Paul (Santarém), a 11 de Setembro de 1975. E por lá fez vida, como trabalhador de uma empresa de PVC, em Vila Chão de Ourique, perto do Cartaxo. Compunha o rendimento familiar numa oficina de reparação de motorizadas e ainda «acudia» a outros pequenos oficiais desta área. Tragicamente, a 14 de Março de 1983 - três meses após o seu casamento... -, foi atropelado por um camião, quando seguia de motorizada, em S. Pedro (Portela das Padeiras), no cruzamento de Santarém para Rio Maior. O camião passou-lhe por cima e teve morte imediata.
«Era um bom homem, um amigo!...», recordou-nos o sobrinho Pedro Silva, que ao tempo tinha 11 anos e dele tem «muito boas recordações».
Aqui o lembramos hoje, quando faria 68 anos, evocando o Cavaleiro do Norte sempre humilde, gentil e disponível, que honrou a farda e a Bandeira Portuguesa que nos levaram ao país (Angola) que nascia e onde orgulhosamente cumprimos um dever de honra! Com garbo e sem mácula! Até um destes dias, João Lino! RIP!

sábado, 15 de fevereiro de 2020

4 967 - Castro Dias: último comandante de Zalala, a mais rude escola de guerra!

A última Bandeira de Portugal arriada na Fazenda Maria João, a de Zalala: os furriéis milicianos 
Ribeiro e Branco, da BCAÇ. 4211, e os Cavaleiros do Norte Castro Dias, capitão e comandante 
da 1ª. CCAV. 8423 (quem a arriou) e  o furriel Viegas, da CCS
Castro Dias, o comandante
da 1ª. CCAV. 8423
Zalala, a mais rude escola de guerra

O capitão miliciano Davide de Oliveira Castro Dias foi o comandante da 1ª. CCAV. 8423, a última unidade militar portuguesa da Fazenda Maria João, a de Zalala. E portador da Bandeira Portuguesa (a da imagem) que por ele mesmo ali foi arriada a 25 de Novembro de 1974.
Aqui deixamos, em discurso directo, as suas emoções desse histórico dia, o do fecho do quartel de Zalala no norte de Angola (...):
O tempo decorreu e, meses depois, chegou a altura de sair de Zalala, fechando o quartel. Tudo foi acertado com os civis e o comando e na altura da rotação levámos tudo. Caixotes e mais caixotes, documentos do comando, pertences pessoais, armamento, viaturas, móveis e todo o recheio do quartel.
Também recolhi uma imagem de Nossa Senhora de Fátima com cerca de 70 centímetros, com terços e algumas mensagens, que colocada num pedestal, pequeno altar, servia de local de culto, recolhimento, de colocação de ex-votos e pelo menos por uma vez, de missa com o padre do Quitexe. 
A imagem de Nossa Senhora de
Fátima da Fazenda de Zalala
Reportagem da SIC sobre Nossa
Senhora de Fátima de Zalala

Revi a imagem no nicho, há dias (Janeiro de 2020), numa reportagem que a SIC transmitiu sobre a correspondência enviada à Senhora de Fátima ao longo dos anos. Nessa reportagem, foi entrevistado um militar que tinha estado em Zalala, numa Companhia anterior, que eu fui render, e entre as várias fotos que mostrou, aparecia pintada, ao longo da parede dos terreiros de secagem do café, a célebre frase «Zalala a mais rude escola de guerra”. Numa outra foto que mostrou, por ele estava a imagem da Senhora de Fátima no seu pequeno altar de Zalala.
A imagem foi entregue, em 1975, no Arciprestado de uma cidade da Beira Alta onde o clérigo responsável era familiar da minha futura esposa. Presumo que ainda se mantém com as referências que cuidadosamente anexei à imagem.
Trouxe também a bandeira portuguesa que todos os dias era hasteada e retirada com respeito e ritual militar.
A Bandeira Portuguesa de Zalala, que significava a nossa ocupação de centenas de anos, a colonização. Foi, simbolicamente, a retirada de Portugal desta parcela do norte de Angola - a mais rude escola de guerra. Ainda hoje, quando relembro esse momento, sinto um friozinho nas costas.
Eu, o último capitão em Zalala, arriou-a do mastro com sentimentos miscigenados. Ainda a mantenho.
Senti, nesse momento, por um lado, o orgulho do fecho de 500 anos de colonialismo e a entrega do território aos seus legítimos proprietários e, por outro lado, o saudosismo e a tristeza inerente à entrega de terras que só com esforço, dedicação e sacrifício de muitos portugueses, produziram riqueza e a valorização dessas paragens.
Obviamente, riqueza extrema para uns poucos, intermédia para uns quantos, normalmente os pequenos fazendeiros, os seus encarregados e os comerciantes, os «brancos». Para todos os outros, a quase totalidade, que se deixavam seduzir por algum ilusório e passageiro bem-estar, ficava o pouco dinheiro ganho, a fuba e o peixe seco do contrato quase escravo. O rádio, a pilhas, os óculos escuros e por vezes a bicicleta, completavam a miragem.
DAVIDE CASTRO DIAS

Martinho de Zalala,
68 anos em Andorra!

O soldado cozinheiro Martinho, da 1ª. CCAV. 8423, a dos Cavaleiros do Norte de Fazenda de Zalala, festeja 68 anos a 15 de Fevereiro de 2020.
Júlio Manuel Tavares Martinho, é este o seu nome completo, é natural de Felgueira Velha, freguesia de Seixo da Beira, do serrano município de Oliveira do Hospital, e lá regressou a 9 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar em Angola. Sabemos, por informação do (furriel miliciano) João Dias (TRMS) que está emigrado em Andorra e para lá «cozinhamos» o nosso abraço de parabéns!

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

4 966 - Os dias do Quitexe na alma e bravura dos Cavaleiros da 3ª. CCAV. 8423!

Uma das avionetas portuguesas que, há 45 anos, evacuou da pista do do Quitexe e para Luanda, os
feridos dos violentos combates entre a FNLA e a UNITA, que ocorreram na vila do Quitexe. As Forças  

Armadas Portuguesas, pelas terras do Uíge angolano, foram imparciais e solidárias. À esquerda,
 o 1º. cabo Deus e o soldado José Novo 
O alferes miliciano Carlos Silva,
Cavaleiro do Norte da 3ª. CCAV. 8423
Cavaleiros do Norte


Os dias do Quitexe, na realidade de 1975 e depois da saída da CCS para Carmona, não foram nada fáceis para os Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, que lá tinham chegado a 10 de Dezembro de 1974, rodados da Fazenda Santa Isabel.
«Lembro-me dos patrulhamentos mistos das NT com as forças independentistas que, na altura, estavam em força no Quitexe, a FNLA e  a UNITA», recorda o alferes milíciano Carlos, Silva, acrescentando outra memória.A 
O alferes Caros Silva voltou a Angola, para se
casar com Belmira, seu amor de sempre, a
20 de Outubro de 1975
de Silva, acrescentando outra memória.A de 

«uma madrugada em que fomos acordados, por tiros e rebentamentos, porque militares da FNLA e UNITA se desentenderam e desencadearam violentos combates».Passados tantos anos, já lá vão 45 e na verdade, diz Carlos Silva, «recordo apenas alguns pormenores, porque passados tantos anos e porque não fiz registos torna-se um pouco difícil». 
No entanto, fresca está a memória desse dia, pela bravura e desprezo pela vida com que os Cavaleiros do Norte «pudessem intervir, a não ser acudir aos civis (que já eram poucos) que se refugiaram junto de nós e tentar tratar dos feridos». 
A evacuação dos feridos, a cargo das Forças Armadas Portuguesas, sempre generosas e sem medos, coube à 3ª. CCAV. 8433, comandada pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes, feitas de avioneta, a partir da precária pista do Quitexe.
«Recordo um comandante, penso que da  FNLA, com um tiro no peito, que quase deixava ver o coração, e um soldado da UNITA, também bastante ferido», lembra-se o alferes Carlos Silva, não esquecendo «as sedes destruídas e os  corpos mutilados e degolados» desses dias da descolonização de Angola, na vila do Quitexe.
O casal Caixarias

O Caixaria do Quitexe
faz 68 anos por 2 vezes!

O atirador de Cavalaria Raúl Henriques Caixaria, da CCS do BCAV. 8423, festeja 68 anos por duas vezes: a do dia em que nasceu (3 de Fevereiro) e a do dia em que foi registado (dia 14 deste mês de 1952).
Cavaleiro do Norte do PELREC, regressou a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975 e fixou-se ma sua natal terra de Sarge, em Torres Vedras, onde ainda vive agora já aposentado e rodeado de amores e afectos a sua Alzira.
Para lá, vai o nosso abraço de parabéns!