CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

2 017 - «IAO» em Santa Margarida e 100 mortos em Luanda

Regimento de Cavalaria 4, em Santa Margarida (2010) e rádio-telegrafista, alferes 
Lains dos Santos e furriéis Plácido Queirós e Américo Rodrigues, no IAO (Maio de 1974




A 2 de Maio de 1974, em Santa Margarida, onde os Cavaleiros do Norte de preparava para a cada vez mais próxima partida para Angola, «foi decidida a realização dos exercícios de instrução operacional». Era a derradeira prova de formação e preparação técnica e militar, marcada para «decorrer entre 3 e 10 de Maio». 
Há precisamente 40 anos!!!! 
As datas de embarque «estavam marcadas  para fins de Maio e princípios de Junho». Já não faltava assim tanto e o 25 de Abril tinha sido dias antes.
Um ano depois, já em Angola, as autoridades portuguesas, em Luanda e na noite de 1 de Maio de 1975, apelaram à ordem, após os dois dias de lutas entre movimentos rivais, que tinham, segundo o Diário de Lisboa, «causado, segundo se julga, mais de duas centenas de mortos e feridos».
As autoridades reuniram com os três movimentos e, pouco depois, a  FNLA, pediu aos seus partidários para «cessarem imediatamente as hostilidades». O presidente do MPLA, Agostinho Neto, aconselhou os militantes do partido «a evitarem qualquer acção ofensiva». A UNITA, pela voz de Jonas Savimbi, insistia que o seu movimento «não tinha estado envolvido na luta» e pediu aos seu partidários que «mantivessem a disciplina».
A 1 de Multidão de residentes dos bairros mais atingidos - brancos, na maioria, mas também negros -, dirigiram-se em manifestação para o palácio do Governador, para protestar a destruição das suas casas. «Homens de olhar desvairado contava cenas de violência, durante os incidentes», relatava o Diário de Lisboa, em despacho da Reuters. Tinha perdido familiares, amigos, vizinhos e bens.
Continuava  o recolher obrigatório.

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