quinta-feira, 10 de agosto de 2017

3 849 - Cavaleiros sem acções ofensivas nos «quartéis» do IN!

Cavaleiros do Norte na aldeia do Cazenza, à saída do Quitexe, para Cama-
 batela: capitão António Oliveira, alferes António Cruz, Jaime Ribeiro e António
Garcia, furriel Viegas e alferes Simões. Ao fundo, vê-se a Igreja do Quitexe
Almiro Maciel, furriel João Dias, alferes José Lains, fur-
riel Évora Soares, Carlos Coelho e Famalicão (que ama-
nhã faz 65 anos, de pé), Costa e Fernando Silva





A 9 de Agosto de 1974, a Comissão Local de Contra-Subversão (CLCS) reuniu no Quitexe para analisar a situação, continuando «o programa traçado» pelas autoridades militares.
O mesmo acontecera no já dia 1 e repetiu-se a 9, 14, 21 e 29 desse mês,  durante o qual e «de acordo com as directivas superiores, que impõem a não realização de acções ofensivas, foi completamente modificada a actividade operacional».
Por isso mesmo, como se pode ler no Livro da Unidades, «deixou de se bater as áreas dos «quartéis» IN e passando-se a apertar a malha dos patrulhamentos ao longo de toda a ZA, com inúmeras visitas a povos e fazendas, em apoio às vidas de todos estes».
Ao tempo, e por Agosto fora, «passou-se o mês sem incidentes, garantindo-se desse modo, além da missão que nos fôra imposta,  a restante responsabilidade da manutenção da ordem, com vista às actividades económicas do concelho» do Quitexe. Assim descreve o Livro da Unidade.
Mapa de Angola. A lo-
calização do Quitexe

Declaração unilateral da
independência pelo MPLA

Um ano depois e já com os Cavaleiros do Norte no Grafanil, a situação política e militar agravava-sem e Agostinho Neto admitia declarar unilateralmente a independência de Angola.
«Nunca se sabe, é uma hipótese», declarou o presidente do MPLA, acrescentando que «tudo depende do comportamento das forças em presença» e, por outro lado, «ser muito cedo para se falar em paz em Angola», embora se declarasse «optimista quanto à solução militar».
«Sempre fomos optimistas, mesmo quando nos julgavam desfeitos», sublinhou Agostinho Neto, acrescentando ainda que «há alguns recontros em Angola, mas, para o MPLA, tudo está a correr bem».
Famalicão, CAR de Zalala,
em 2015. Póvoa do Lanhoso

Agra, o Famalicão, 65
anos em Vila do Conde

O Agra, ou o Famalicão, condutor da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalçala, faz 65 anos a 10 de Agosto de 2917,
António Martins Lopes era (e é) o seu nome e voltou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975. Direitinho a Vila Nova de Famalicão, onde residia. A vida levou-o para Vila do Conde,. onde é técnico de elevadores e ér presença infaltável nos encontros dos Cavaleiros do Norte de Zalala.
É para lá que vai o nosso abraço de parabéns!

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