sábado, 12 de agosto de 2017

3 851 - Luanda sem FNLA e UNITA, Angola a ferro e fogo!

Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa: alferes milicianos
 João Machado e Domingos Carvalho de Sousa (que hoje faz 65 anos), 1º. sar-
gento Fernando Mendes Pereira Norte (já falecido) e furriel miliciano Jesuíno
Fernandes Pinto (falecido a 3 de Maio de 2017, de doença e em Vila Verde) 


Os alferes milicianos Mário Jorge de Sousa (Operações
Especiais, os Rangers, da 1ª. CCAV. 8423) e António
Albano Cruz, da CCS (mecânico-auto)

A 12 de Agosto de 1975, uma terça-feira e sobre a situação militar em Angola, relatava a imprensa portuguesa que «reina a calma na cidade de Luanda, onde os últimos efectivos da FNLA que se encontravam acoitados em S. Pedro da Barra, foram já retirados» e o MPLA «mantém firmemente as suas posições na capital angolana»Há precisamente 42 anos!
Cavaleiros do Norte, três furriéis milicianos:
P. Queirós, José Lino e JA Nascimento
O Gabinete do Alto Comissário divulgou um comunicado, dando conta que as Forças Armadas Portuguesas, a pedido da FNLA, tinham evacuado o pessoal do ELNA que estava na cidade: 450 de S. Pedro da Barra (que logo foi ocupado pelas forças portuguesas) e 500 do Bairro do Saneamento (que, no dia 9 de Agosto, saíram por via marítima). Para 12 de Setembro, ficou marcada a saída dos ELNA´s que estavam no Grafanil e integravam as Forças Militares Mistas.
A UNITA «também já retirou» e na véspera «ape-
nas um funcionário se mantinha», mas também ele «preste a retirar para Nova Lisboa».
Luanda, «apesar de ter voltado a calma» contava aos milhares «os candidatos à transferência para outras zonas», onde, reportava  Diário de Lisboa, «a fome espreita»Na capital angolana e contrariamente ao seu se admitia na véspera (em que se sublinha-
va o espectro da fome), «começava a faltar o café, a gasolina e o tabaco», mas, frisava o jornal, «a vida continua a decorrer normalmente, ao passo que, no sul, água se torna rara, a carne é difícil de encontrar e o pão é inexistente».
Mas «ainda não se atingiu o alarme no capítulo do abastecimento alimentar», como sublinhava o Diário de Lisboa. Porém, como nós mesmos testemunhá-
mos, sem quaisquer dúvidas, restaurantes havia que nem sequer abriam portas, por falta, justamente, de... géneros alimentícios.

Três exércitos, o
fogo das armas 

Angola, foram de Luanda, continuava a ferro e fogo, com três exércitos em armas: o ELNA (da FNLA), as FAPLA (do MPLA) e as FALA (da UNITA). 
«Quase todas as regiões do país estão em fogo de armas», reportava o Diário de Lisboa de 12 de Agosto de 1975. E apontava o Caxito (a norte de Luanda), em Moçâmedes (no extremo sul) e em Nova Lisboa (no sueste, centro do país). E «aumento de tensão» em Sá da Bandeira.
Os três movimentos de libertação «travam combates sobre combates, procurando alargar a sua zona de influência»: o MPLA a predominar no centro, leste e costa ocidental, a UNITA predominantemente no sul (e cada vez mais próxima da FNLA), a FNLA «bem instalada no norte».
O norte angolano, que era a terra onde os Cavaleiros do Norte tinham jornadeado até uma semana antes e de onde não chegavam notícias.
Alferes Domingos
Carvalho de Sousa

Alferes Carvalho, 65 anos
em Marrazes de Leiria

O alferes Domingos Carvalho de Sousa está em festa, neste dia 12 de Agosto de 2017: comemora 65 anos.
Atirador de Cavalaria dos Cavaleiros do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, regressou a Portugal a 10 de Setembro de 1975. Ao lugar de Marinheiros, freguesia de Marrazes, em Leiria, de onde é natural e onde residia. Ainda hoje lá vive - agora na Travessa do Outeiro do Pomar -, trabalhando na área das vendas. É técnico comercial.
Grande abraço para ele, neste dia 12 de Agosto de 2017, em que passa a grande sénior da vida. Parabéns! 

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