domingo, 24 de junho de 2018

4 166 - Comandante no CSU e Cavaleiros do Norte nas matas uíjanas!

Condutores e mecânicos do Parque-Auto da cCS dos Cavaleiros do Norte
do BCAV. 8423,. no Quitexe. Era comandado pelo alferes miliciano António
Albano Cruz (ao centro  e de camisola branca), com o 1º sargento Joaquim
Aires (à sua direita, de óculos) e pelo furriel miliciano Norberto Morais (à sua
esquerda e também de óculos)
Cavaleiros do Norte «atiradores» da secretaria da CCS:
 o furriel miliciano Francisco Dias ladeado e os 1ºs. cabos
escriturário Fernando Pires «Fecho-Eclair, à esquerda,
 e Vasco Vieira (Vasquinho), à direita

O tenente-coronel Carlos Almeida e Brito, comandante do BCAV. 8423,  deslocou-se a Carmona no dia 24 de Junho, para «estabelecimento de con-
tactos operacionais» no Comando do Sector do Uíge.
A operação «Castiço DIH» continuava no terreno, pelas matas, picadas e tri-
lhos do Uíge fora - era a estreia opera-
cional dos Cavaleiros do Norte de todas as subunidades do BCAV. 8423 - e de Luanda chegavam notícias da consti-
tuição de um Comité de Acção Política (CAP) de apoio ao MPLA, formado por 
Os furriéis Neto e Viegas no
«meio» de  uma operação
em terras do Uíge
vários nacionalistas angolanos.
O objectivo deste CAP era «consciencializar as massas trabalhadoras com vista à independência de Angola». Envolvia personalidades como Aristides Van-Dunen, Fre-derico Colombo e Álvaro Pereira Africano, Noé Saúde, Hermínio Escórcio  e Horácio Braz Silva, Adolfo João Pe-
dro, Arlindo Sousa e Silva, David Aires Machado, Manuel Pedro Pecavira e Roberto Victor de  Almeida.
O general Silva Cardoso,
Alto-Comissário de Portugal


Bandos de marginais
armados em Luanda !

Um ano depois, uma terça-feira (dia 21 de Junho de 1975) e depois do acordo de sábado anterior, entre o MPLA, a FNLA e a UNITA, na Cimeira do Quénia, «o período de acalmia que se vivia em Luanda é (era) de vez em quando quebrado por tiroteios esporádicos e alguns rebentamen-
tos de morteiros nos Bairros Operário, Vila Alice e Marçal».
Além destes incidentes, aconteciam também, assim noticiava a imprensa local (a de Luanda), «actuações de bandos de marginais armados, e, nalguns casos, usando uniformes de movimentos de libertação»
Um comunicado do Alto Comissário Português, que a esse tempo era o gene-
ral António da Silva Cardoso, referindo-se a estes e outros incidentes da capi-
tal angolana, dava conta que tinham «reflexo no comportamento da população, que vive em constante instabilidade psicológica».

O condutor Delfim Serra e
esposa, no encontro de
Santarém 2018

Serra, condutor do Quitexe,
66 anos em S. Pedro da Cova!

O condutor Serra, Cavaleiro do Norte do Parque-Auto da CCS do BCAV. 8423, vai estar em festa no dia 25 de Junho de 2018: comemora 66 anos!
Delfim de Sousa Serra morava, ao tempo da sua (e nossa) jornada africana, na Rua do Poço de Fátima, em S. Pedro da Cova, concelho de Gondomar. Lá voltou a 8 de Setembro de 1975, concluída a missão que, como Cavaleiro do Norte, cumpriu por terras do Uíge angolano, no Quitexe e em Carmona - antes de chegarmos a Luanda.
Por lá fez vida e formou família, lá trabalhou e se aposentou, morando agora na Rua das Mimosas e não faltando a um encontro da CCS dos Cavaleiros do Norte - sempre acompanhado da sua «mais-que-tudo», como ainda a 9 de Ju-
nho de 2018 aconteceu em Santarém. Para lá vai o nosso abraço de parabéns!

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