CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

domingo, 8 de junho de 2025

- Há 51 anos: Os Cavaleiros do Norte a adaptarem-se à misteriosa terra uíjana de Angola!

A entrada na vila do Quitexe, a 24 de Setembro de 2019, quando, mais de 45 anos
 da chegada dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, por lá passou o furriel Viegas
 da CCS. A matar saudades da jornada angolana de 1974/1975


 



Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 eram, há 51 anos, jovems «maçaricos» pelos chãos uíjanos de Angola ne procuravam adaptar-se aos novos ritmos, expectando o futuro com esperança mas com alguma intranquilidade.
O que viria aí? 
Que desafios nos esperavam e que perigos iríamos ter nas operações, nas escoltas e patrulhamentos que a actividade operacional nos iria pôr, dia após noite, pela misteriosa terra africana a que chegávamos?
Chegada, já tinha sido a CCS - ao Quitexe e a 6 de Junho. A 7, a 1ª. CCAV. 8423 aquartelou-se na Fazenda Maria João, em Zalala. A 10 e 11, iriam chegar a 2ª. CCAV. 8423 (a Aldeia Viçosa) e a 3ª. CCAV. 8423 (à Fazenda Santa Isabel).
Um ano depois, a UNITA de Jonas Savimbi, no fim de semana de 7 e 8 de Junho de 1975 envolveu-se nos incidentes que se vinham a repetir em Luanda, provavelmente, admitia o Diário de Lisboa, «em consequência dos ataques que lhe foram dirigidos por parte das FAPLA» - as Forças Armadas Populares de Libertação de Angola, o exército do MPLA.
As Forças Armadas Portuguesas, nesse período, «foram obrigadas a reagir directamente contra delegações da FNLA e do MPLA, havendo a registar (...) a destruição de três delegações da FNLA e uma do MPLA, por se registarem ataques a partir daquelas instalações contra soldados portugueses».
Carmona, nesse domingo de 1975, recebeu abastecimentos por via aérea, que foram carregados em viaturas militares.-
O livro «História da Unidade» refere que «o mês decorreu sob forte tensão emocional, quer pelos alguns atritos que voltaram a dar-se, quer também porque estão se estão vivendo momentos de carências logísticas»
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