O PELREC no Quitexe e momentos antes da saída para mais uma operação militar. De pé, 1º. cabo Almeida
(falecido a 28/02/2009, de doença e em Penamacor), Messejana (f. a 27/11/2009, de doença e em Lisboa), José
Neves , 1º. cabo Soares, Florêncio, António, Marcos, Pinto, Caixarias e 1º. cabo Florindo (enfermeiro).
Em baixo, 1º. cabo Vicente (f. a 21/01/1997, de doença e em Vila Moreira, Alcanena), furriel miliciano
Viegas, Francisco, Leal (f. a 18/06/2007, de doença, no Pombal), 1ºs. cabos Oliveira
(transmissões) e Hipólito, Aurélio (Barbeiro), Madaleno e furriel Neto
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O primeiro post do blogue «Cavaleiros do Norte». A 9 de Abril de 2009, 3500 posts depois!!! Em baixo, os furriéis Viegas e Rocha na sua primeira foto de Angola e no Quitexe, em Junho de 1974! |

Homens sem estigmas da guerra, sem preconceitos e antigos combatentes de alma lavada e orgulhosa pelo que fizeram na Angola que evoluía para a independência, regando muito do seu chão com o sangue dos seus naturais, lidando com a morte que enlutou milhares de famílias e a dor que fez sofrer muitas e muitas outras.
Há 41 anos, 26 de Agosto de 1975, os Cavaleiros do Norte continuavam aquartelados no BIA, no Grafanil, e eram o já o mais antigo batalhão Português em Angola.
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Borges e Tarciso (com o gelado na mão), de Zalala. Em baixo, o DL de 26 de Agosto de 1975 |

O Luso continuava a ser palco de confrontações entre o MPLA e a UNITA, nos arredores da cidade. Em Nova Lisboa, a coluna militar portuguesa que se deslocou a Catumbela «recolheu cerca de 1200 civis que se encontravam retidos junto à fábrica de celulose», regressando à cidade «sem novidade».
Por Luanda, a Polícia Judiciária autorizou um grupo de jornalistas a visitar o Forte de S. Pedro da Barra, de onde tinham saído 600 homens da FNLA - que ali estiveram semanas acantonados e tinha sido evacuados. A 3 kms., numa falésia de mar, foi «encontrada uma vala comum cheia de cadáveres em adiantado estado de decomposição e juncada de despojos humanos». Outros corpos «estavam empilhados em diversas outras valas, mas não puderam ainda ser exumados visto a FNLA ter minado o terreno».
Assim ia Angola, há precisamente 41 anos e a menos de 3 meses da data anunciada para a declaração da independência - 11 de Novembro de 1975!
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