Rádio-montadores do Quitexe: 1ºs cabos Tomás e Pais e Joaquim de Jesus Pereira da Silva, que amanhã faz 64 anos em Vila Nova de Gaia. PA-RA-BÉNS!!! |
O dia 29 de Outubro de 1974, em termos de Cavaleiros do Norte, foi inquestionavelmente marcado pela apresentação «pela primeira vez, de um grupo de 6 elementos armados da FNLA, dizendo-se pertencentes ao «quartel» Aldeia e comandado pelo subcomandante João Alves», como se reporta do Livro de Unidade.
Esgueira, Silva (amanha a fazer 64 anos!) e Grácio, no encontro de 2015, em Mortágua |
Não por acaso (quem sabe?), a mesma FNLA, em comunicado de Kinshasa na mesma data, acusava o Governo Português de «favorecer o MPLA» - e não reconhecia à Junta Governativa «poder político para discutir o futuro de Angola com os movimentos de libertação».
Notícia do Diário de Lisboa de 29 de Outubro de 1974, sobre a situação em Angola |
Diário de Lisboa de 29 de Outubro de 1975 |
A FNLA, a partir de Carmona e da estação de rádio, faz saber que as suas forças «retiraram do Caxito porque tinham de poupar o povo que já não tinha comida em Luanda, nem água». Acrescentava o comunicado radiofónico que «foi a UPA/FNLA que enviou para Luanda água em aviões da Cruz Vermelha, para que o povo não morresse de sede».
Outra explicação tinha o MPLA, sugerindo que tal afirmação era desculpa para «as pesadas derrotas sofridas no Caxito». De lá, dizia o MPLA, retiraram do triângulo Barra do Dande/Caxito/Libongos, recuando para «posições próximas de Ambrizete». Inclusivamente, também retiraram as forças (da FNLA) estacionadas no Ambriz.
«À primeira vista, parece que as forças mercenárias desistiram dos seus intentos de cercar a capital», relatava o Diário de Lisboa, embora isso pudesse significar «um reagrupamento de mais importantes efectivos, dado que nas últimas confrontações sofreram pesadas perdas em homens e material de guerra» - por exemplo dois blindados zairenses e todos os seus ocupantes.
Ao centro, o MPLA tomou Cela e estavam em Cuma, a 60 kms. de Nova Lisboa, pela linha de Benguela. Pela de Balombo, atingiu Luimbale e daqui passou para o Alto Hama - por onde eu próprio passara em Abril anterior. A sul, continuava difícil a situação de Sá da Bandeira e Moçâmedes continuava sob controlo do exército português, «havendo «uma reduzida força do MPLA».
Angola estava a 13 dias da independência!
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