CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!
CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!
terça-feira, 24 de outubro de 2023
segunda-feira, 23 de outubro de 2023
7 244 - Pilhagens e banditismo da FNLA entre Aldeia Viçosa e Quitexe, até às portas de Carmona!!
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| O jornal «A Província de Angola» de 22 de Outubro de 1961, há 60 anos, noticiou a apresentação de «milhares de nativos, com mulheres e filhos» |
O tempo de há 49 ans , pelo Uíge angolano - onde jornadeavam os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 -, era de desarmamento das milícias e de cada vez «maior intensidade de patrulhamentos inopinados» nas principais vias de comunicação, essencialmente para «a obtenção da liberdade de itinerários».
Tal acontecia, principalmente na chamada Estrada do Café, que ligava (e liga) Luanda a Carmona e que, há precisamente 4 anos, tivemos ocasião de, em viagem de saudade e memória por esteque por blog já relatámos.
Há 49 anos, principalmente o PALREC mas também outros grupos de combate - percorreu(ram) esse troço de um lado ao outro, em ambos os sentidos. E que achámos quase, quase igual - quanto ao piso e ao percurso.
Itinerários nos quais, recordemos, ao tempo de há 49 anos, «a FNLA, nomeadamente a partir de 18 de Outubro, começou a procurar realizar actividades de pilhagem aos utentes, especialmente no troço
compreendido entre o Quitexe e Aldeia Viçosa».
Os patrulhamentos eram feitos «com grande esforço do pessoal», já que, de acordo como livro «História da Unidade», «procurou-se contrariar esta acção de banditismo, aquando do aparecimento de queixas, com o lançamento de patrulhamentos inopinados». Por outras palavras, a qualquer hora do dia ou da noite, as forças operacionais da CCS dos Cavaleiros do Norte eram chamadas a intervir. O que muito «penalizou» o PELREC da CCS, que seguramente foi o grande patrulhador daquela importantíssima via rodoviária, dia e noite, por vezes em 24 horas seguidas, sem descanso e medos, mas em ambiente de permanentes riscos.
O PELREC e por vezes o Pelotão de Sapadores e/ou o Grupo de Combate que estivesse adido à CCS eram os «patrulhadores» do espaço. Dias/noites havia com mais de uma/duas, três saídas em patrulhamentos. E horas atrás de horas, em vigília e alertas.
O Uíge angolano,
de há 62 anos !
A 22 de Outubro de 1961, há 62 anos e ano do início das acções armadas dos movimentos independentistas, o major Rebocho Vaz, ao tempo Governador do Distrito e Comandante Militar do Uíge, recebeu pessoalmente «milhares de nativos, com mulheres e filhos», em Carmona, meses depois do início (em Março) do chamado terrorismo.
A notícia era do jornal matutino «A Província de Angola», que se publicava na capital (o actual «Jornal de Angola», e que se pode rever na imagem mais acima) e reportava também que as populações estavam «exauridas e reduzidas a triste estado de penúria».
O jornal «O Comércio», também de Luanda, noticiava na edição do mesmo dia o «regresso às povoações e aos trabalhos das populações da Serra do Uíge». Acrescentava que «voltaram cerca de 1500 pessoas».
A revista «Notícia», que também se publicava em Luanda, dava conta, por sua vez, que «alguns voltam das serras para convencerem outros povos a regressar, a apresentarem-se e entregarem as armas».
«Vieram primeiro 600, mas depois vinham 2000 e mais 2000. Os regressados ficaram isolados 2 dias, para evitar a propagação de possíveis doenças contagiosas. Os homens válidos foram colaborar nas reconstruções das suas habitações», reportava a a revista, na sua edição de 4 de Novembro de 1961 - dentro de dias se passam 60 anos.
Foi nessa área nortenha de Angola que, de Junho de 1974 até 4 de Agosto de 1975, em quadro de guerra diferente, os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 tiveram a sua jornada africana.
compreendido entre o Quitexe e Aldeia Viçosa».
Os patrulhamentos eram feitos «com grande esforço do pessoal», já que, de acordo como livro «História da Unidade», «procurou-se contrariar esta acção de banditismo, aquando do aparecimento de queixas, com o lançamento de patrulhamentos inopinados». Por outras palavras, a qualquer hora do dia ou da noite, as forças operacionais da CCS dos Cavaleiros do Norte eram chamadas a intervir. O que muito «penalizou» o PELREC da CCS, que seguramente foi o grande patrulhador daquela importantíssima via rodoviária, dia e noite, por vezes em 24 horas seguidas, sem descanso e medos, mas em ambiente de permanentes riscos.
O PELREC e por vezes o Pelotão de Sapadores e/ou o Grupo de Combate que estivesse adido à CCS eram os «patrulhadores» do espaço. Dias/noites havia com mais de uma/duas, três saídas em patrulhamentos. E horas atrás de horas, em vigília e alertas.
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| Recortes dos jornais «A Província de Angola» (em cima) e «O Comércio». ambos de Luanda, sobre a actualidade angolana, a data de 23 de Outubro de 1961. Há precisamente 62 anos!!! |
de há 62 anos !
A 22 de Outubro de 1961, há 62 anos e ano do início das acções armadas dos movimentos independentistas, o major Rebocho Vaz, ao tempo Governador do Distrito e Comandante Militar do Uíge, recebeu pessoalmente «milhares de nativos, com mulheres e filhos», em Carmona, meses depois do início (em Março) do chamado terrorismo.
A notícia era do jornal matutino «A Província de Angola», que se publicava na capital (o actual «Jornal de Angola», e que se pode rever na imagem mais acima) e reportava também que as populações estavam «exauridas e reduzidas a triste estado de penúria».
O jornal «O Comércio», também de Luanda, noticiava na edição do mesmo dia o «regresso às povoações e aos trabalhos das populações da Serra do Uíge». Acrescentava que «voltaram cerca de 1500 pessoas».
A revista «Notícia», que também se publicava em Luanda, dava conta, por sua vez, que «alguns voltam das serras para convencerem outros povos a regressar, a apresentarem-se e entregarem as armas».
«Vieram primeiro 600, mas depois vinham 2000 e mais 2000. Os regressados ficaram isolados 2 dias, para evitar a propagação de possíveis doenças contagiosas. Os homens válidos foram colaborar nas reconstruções das suas habitações», reportava a a revista, na sua edição de 4 de Novembro de 1961 - dentro de dias se passam 60 anos.
Foi nessa área nortenha de Angola que, de Junho de 1974 até 4 de Agosto de 1975, em quadro de guerra diferente, os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 tiveram a sua jornada africana.
Cinema para a tropa
e a população civil !
O ciclo de cinema dinamizado pelo Gabinete de Acção Psicológica (GAP) do BCAV. 8423 terminou a 23 de Outubro de 1974, depois de exibições nas várias subunidades da Zona de Acção (ZA) dos Cavaleiros do Norte.
A iniciativa era coordenada pelo alferes miliciano José Leonel Hermida (falecido a 16/01/2023, de doença e na Figueira da Foz), o oficial de acção psicológica e aquartelado no Quitexe, começara a 10 do mesmo mês e, para além de dedicado ás subunidades do Batalhão de Cavalaria 8423, foi «completado em actividade orientada para as populações» - o que aconteceu a 29 de Outubro e no Clube do Quitexe, tiveram uma sessão que lhes foi inteiramente dedicada.
O projectista era o 1º. cabo Rodolfo Tomás, especialista como rádio-montador militar, mas que tinha experiência civil nessa área. Aliás, inclusive, prestou esse serviço aos vários cinema civis do Uíge.
domingo, 22 de outubro de 2023
7 243 - O desarmamento dos milícias não foi bem aceite pelos povos angolanos do Uíge!
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| Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 em Carmona, todos milicianos: furriel Nelson Rocha, alferes Luís António Pedrosa de Oliveira (que hoje faz 71 anos), Manuel Machado, José Lino e António José Cruz |
O desarmamento dos milícias, zona do Uíge angolano, começou a 21 de Outubro de 1974, ontem, se passaram 49 anos, mas, de acordo com o livro «História da Unidade», «não teve boa aceitação por parte dos povos, nomeadamente dos postos da sede (Quitexe) e Aldeia Viçosa».
Sabia-se, ao tempo, que «os apresentados e a FNLA vivem em contacto permanente, quase geral há largos anos» e o livro «História da Unidade» recorda mesmo que «poucas vezes, e salvo honrosas excepções, as milícias não tiveram actuações de vulto em defesa dos seus aldeamentos».
Tal facto comummente conhecido entre os militares, mas, mesmo assim, «argumentam(ram) os povos que que esses núcleos armados são a sua melhor defesa às acções de depradação e exigência do IN», argumento que, ainda segundo o livro «História da Unidade», que continuamos a citar nesta memória de Angola, «é difícil de contrariar».
Tal facto comummente conhecido entre os militares, mas, mesmo assim, «argumentam(ram) os povos que que esses núcleos armados são a sua melhor defesa às acções de depradação e exigência do IN», argumento que, ainda segundo o livro «História da Unidade», que continuamos a citar nesta memória de Angola, «é difícil de contrariar».
O dia 2 de Outubro de 1974 foi tempo, também, para mais uma reunião do Comando do Sector do Uíge (CSU), na cidade de Carmona, na qual participou o tenente-coronel Carlos Almeida e Brito, comandante do BCAV. 8423, com sede aquartelada na vila do Quitexe. Certamente, fez-se acompanhar de oficiais Cavaleiros do Norte da Unidade, como era habitual e convencional.
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| O 1º. cabo Victor Cunha e o furriel Mota Viana, ambos de Zalala |
rodou para o Luvuei !
A 22 de Outubro de 1974, há 47 anos, o furriel miliciano Fernando Manuel Mota Viana, da 1ª. CCAV. 8423 (a de Zalala), rodou para Luvuei, no leste de Angola, onde passou a integrar a 1ª. CART do BART 6321.
O Mota Viana tinha sido «apanhado» sem boina, na estrada do Quitexe, e foi castigado pelo comandante Almeida e Brito. Achou este que, por ser graduado e filho de um oficial do Exército (o capitão Viana) tinha mais obrigação de dar o exemplo quanto ao atavio militar, castigando-o com 15 dias de prisão disciplinar agravada, que o CSU aumentou para 20, o que implicou a sua rotação.
A transferência «na situação de diligência» (o que suavizou o castigo) teve despacho do Comandante da Região Militar de Angola, a 22 de Outubro de 1974 (hoje se fazem 49 anos), publicado na Nota 38364/1, de 28 de Outubro do mesmo ano e do Quartel General da RMA, depois replicada na Ordem de Serviço nº. 265, de 13 de Novembro e do RC4 - a unidade mobilizadora.
O Mota Viana esteve em Luvuei até meados de 1975, rodando com a CART. 6321 para Luanda. Regressou a Portugal 6 ou 7 dias antes da independência de Angola - que foi a 11 de Novembro de 1975. Já depois regresso da CART. 6321
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| Pedrosa de Oliveira, à esquerda e com taça na mão. Atrás, o capitão Fernandes e os alferes Carlos Silva, Barros Simões e Honório Campos (médico) |
Alferes Pedrosa, 71 anos
nos Marrazes de Leiria !
O alferes miliciano Pedrosa, da 3ª. CCAV. 8423, está hoje em festa, dia 22 de Outubro de 2023: faz 71 anos.
Luís António Pedrosa de Oliveira, de seu nome completo, foi atirador de Cavalaria de especialidade militar, cursada na Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, sendo Cavaleiro do Norte da Fazenda Santa Isabel, comandada pelo capitão miliciano José Paulo Fernandes. Por lá, pelo Quitexe e por Carmona cumpriu a sua jornada africana do Uíge angolano, regressando à sua Marrazes natal, e, Leiria, a 10 de Setembro de 1975.
Por lá continua, tendo-se dedicado a actividades empresariais ligadas ao comércio. E está de boa saúde. Para lá vai o nosso abraço de parabéns!
sábado, 21 de outubro de 2023
7 241 - As pilhagens no Uíge e as mortes do furriel Barreto e do soldado Moreira, o bruxo de Penafiel!
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| O furriel miliciano Jorge Barreto na picada de Zalala, em 1974, ladeado pelo soldado Santos (à esquerda) e pelo furriel furriel miliciano José António Nascimento |
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| O furriel Jorge Barreto em 2020 |
Uíge, norte de Angola, ano de 1974: o dia 21 de Outubro de há 49 anos, foi tempo de os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 continuarem as suas acções de intervenção nas acções de pilhagem dos homens armados da Frente Nacional de Libertação de Angola (a FNLA de Holden Roberto) nos itinerários principais da região e, nomedamente, na chamada Estrada do Café - que ainda hoje liga Luanda a Carmona.
Não foram tempos fáceis!
Bem pelo contrário! Foram perigosos e cheios de medos.
O dia, a esse tempo de há 49 anos, foi tempo de o furriel miliciano enfermeiro Barreto, Cavaleiro do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, festejar 23 anos.
Hoje, faria 72 anos, mas, infelizmente, faleceu a 2 de Novembro de 2020, de doença súbita.
Jorge Manuel Mesquita Barreto é natural de Mira, na Bairrada do leitão e do bom espumante, mas, após a jornada africana do Uíge angolano, regressou a Portugal e trabalhou toda a vida civil (como enfermeiro) no Porto, radicando-se em Baguim do Monte, Gondomar. Foi sempre um infaltável dos encontros dos «zalala´s».
Faleceu subitamente, vítima de doença desconhecida, na madrugada de 2 de Novembro de 2020, na sua residência e aos 69 anos, celebrados no 21 de Outubro de 2020 imediatamente anterior.
Cavaleiro do Norte da mítica Fazenda Maria João, a de Zalala, e depois de Vista Alegre/Ponte do Dange, do Songo e de Carmona (actual Uíge), tinha-se apresentado no BCAV: 8423, mobilizado para a 1ª . CCAV 8423, a 28 de Fevereiro de 1974, em Santa Margarida e rodando do Regimento do Serviço de Saúde (RSS), em Coimbra.
Hoje o recordamos com saudade!
O assassínio de Moreira,
Cavaleiro do Norte de Zalala e
o bruxo de Penafiel
O soldado Agostinho Mendes Moreira foi atirador de Cavalaria de especialidade militar da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, e regressou a Portugal o dia 9 de Setembro de 1975. À sua terra de Rio de Moínhos, em Penafiel.
Já em Portugal e na vida civil, tornou-se conhecido nacionalmente por exercer actividades ligadas à bruxaria - actividade que nao lhe era conhecida nos nossos tempos do norte uíjano de Angola -, ganhando o epíteto de Bruxo - o popular Bruxo de Rio de Moínhos.
Foi assaltado e morto à pancada na madrugada de 21 de Outubro de 2009. Foi encontrado pelo padeiro do dia-a-dia, na sua casa do Sobreiro (onde vivia com um irmão deficiente, a caa da imagem), e estava seminu, deitado de barriga para baixo e com as mãos amarradas.
Na verdade e infelizmente, foi brutalmente assassinado à pancada e o roubo o móbil do crime: desapareceram 300 000 euros que, em notas, guardava em casa.
O assalto foi feito por 5 homens, todos seus conhecidos, mas dois deles viriam a ser absolvidos do crime de assassinato. Um deles, foi condenado a 20 anos de cadeia, dois outros, e cada um, a 19 anos - todos os três responsáveis pelo assassinato Dois outros, a 6 e 7 anos, condenados apenas por roubo.
Ver AQUI e AQUI
Jorge Manuel Mesquita Barreto é natural de Mira, na Bairrada do leitão e do bom espumante, mas, após a jornada africana do Uíge angolano, regressou a Portugal e trabalhou toda a vida civil (como enfermeiro) no Porto, radicando-se em Baguim do Monte, Gondomar. Foi sempre um infaltável dos encontros dos «zalala´s».
Faleceu subitamente, vítima de doença desconhecida, na madrugada de 2 de Novembro de 2020, na sua residência e aos 69 anos, celebrados no 21 de Outubro de 2020 imediatamente anterior.
Cavaleiro do Norte da mítica Fazenda Maria João, a de Zalala, e depois de Vista Alegre/Ponte do Dange, do Songo e de Carmona (actual Uíge), tinha-se apresentado no BCAV: 8423, mobilizado para a 1ª . CCAV 8423, a 28 de Fevereiro de 1974, em Santa Margarida e rodando do Regimento do Serviço de Saúde (RSS), em Coimbra.
Hoje o recordamos com saudade!
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| A casa onde Agostinho Mendes Moreira, o Bruxo de Rio de Moínhos, foi assassinado a 21 de Outubro de 2009 |
O assassínio de Moreira,
Cavaleiro do Norte de Zalala e
o bruxo de Penafiel
O soldado Agostinho Mendes Moreira foi atirador de Cavalaria de especialidade militar da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala, e regressou a Portugal o dia 9 de Setembro de 1975. À sua terra de Rio de Moínhos, em Penafiel.
Já em Portugal e na vida civil, tornou-se conhecido nacionalmente por exercer actividades ligadas à bruxaria - actividade que nao lhe era conhecida nos nossos tempos do norte uíjano de Angola -, ganhando o epíteto de Bruxo - o popular Bruxo de Rio de Moínhos.
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| Agostinho Moreira, o Bruxo de Rio Moínhos |
Na verdade e infelizmente, foi brutalmente assassinado à pancada e o roubo o móbil do crime: desapareceram 300 000 euros que, em notas, guardava em casa.
O assalto foi feito por 5 homens, todos seus conhecidos, mas dois deles viriam a ser absolvidos do crime de assassinato. Um deles, foi condenado a 20 anos de cadeia, dois outros, e cada um, a 19 anos - todos os três responsáveis pelo assassinato Dois outros, a 6 e 7 anos, condenados apenas por roubo.
Ver AQUI e AQUI
sexta-feira, 20 de outubro de 2023
7 241 - O dia 20 de Outubro na vida do alferes Meneses e dos furriéis M;. Dinis Dias e António Guedes!
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| Os furriéis milicianos António Carlos Letras, Cerqueira da Costa, António Artur César Monteiro Guedes (que hoje faz 71 anos) e José Gomes |
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| Alferes Manuel Meneses Alves |
O dia 20 de Outubro assinala, em termos de Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, três datas de significados diferentes, mas as três de carga emocional profunda: a dos 71 natalícios anos do furriel António Guedes, os 12 que se passam da morte do furriel Manuel Dias e o do nascimento do alferes miliciano Meneses.
Manuel Meneses Alves foi Cavaleiro do Norte da 2ª. CAV . 8423, a de Aldeia Viçosa - onde chegou em Fevereiro de 1975, transferido de uma Companhia de
Caçadores que actuava em Cabinda.
Notabilizou-se em Carmona, a 13 de Abril de 1975, «durante uma manifestação não autorizada superiormente» e na qual se verificou «confronto entre elementos de 2 movimentos emancipalistas, com uso de armas de fogo na via pública».
O alferes Meneses Alves «actuou de forma rápida, decidia e enérgica, não deixado dúvidas quanto à determinação do pequeno grupo que comandava, com o que conseguiu a detenção de dois dos elementos em confronto e ainda, de imediato, ter feito abortar a manifestação». O facto justificou louvor do comandante do BCAV. 8423.
Meneses Alves foi empresário do sector da alimentação e transformação de carnes, em Leiria, e ali faleceu (de doença grave) a 16 de Maio de 2013. Não sem que, antes (e por duas vezes), conhecendo o seu destino, organizasse encontros de despedida da família e dos amigos. Ver AQUI. RIP!!!
O furriel Manuel Dinis
Dias, das «mecânicas»
de Zalala!
Manuel Dinis Dias foi furriel miliciano mecânico-auto da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda Maria João, a de Zalala. Faleceu, de doença e em Lisboa, a 20 de Outubro de 2011. Há 12 anos!
Oriundo de Oliveira do Hospital, estava ao tempo a trabalhar na capital portuguesa e lá continuou, depois da jornada africana do Uíge angolano. Por lá foi louvado «pela maneira eficiente e cuidada como exerceu as suas funções, garantindo, com o seu esforço e dedicação, a operacionalidade das viaturas da sua subunidade».
O louvor proposto pelo capitão miliciano Davide Castro Dias, comandante da 1ª. CCAV. 8423, sublinha que «torneando todas as dificuldades surgidas e recuperando permanentemente o material a seu cargo, conseguiu assim recuperar os esforços que a este eram pedidos, quer devido ao seu muito uso quer às condições dos itinerários em que eram obrigados a actuar esses meios».
«O zelo demonstrado no seu trabalho, a prontidão da sua execução e o seu espírito de servir constitui, por si só, motivo da consideração e apreço do Comando directo que serviu, tornando-o merecedor da distinção agora confe-
rida», destaca o louvor, publicado na Ordem de Serviço nº. 160 do BCAV. 8423.
O furriel mecânico Dias regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, à Rua Diogo Couto, em Lisboa. Na capital fez vida, casou e foi pai da Ana Filipa Dias. Hoje o recordamos com saudade. RIP!
Furriel Guedes, 71 anos
em Salvaterra de Magos!
O dia 20 de Outubro de 2023, a sexta-feira de hoje mesmo..., é também tempo do 71º. aniversário do furriel miliciano Guedes, da 2ª. CCAV. 8423, a da saudosa e uíjana vila de Aldeia Viçosa.
António Artur César Monteiro Guedes, de seu nome completo, é natural de Silvestre, lugar da freguesia de Moura Morta, em Vila Real. Foi seminarista e a vida militar levou-o à Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, onde recrutou e se especializou como atirador de Cavalaria.
O louvor proposto pelo capitão miliciano Davide Castro Dias, comandante da 1ª. CCAV. 8423, sublinha que «torneando todas as dificuldades surgidas e recuperando permanentemente o material a seu cargo, conseguiu assim recuperar os esforços que a este eram pedidos, quer devido ao seu muito uso quer às condições dos itinerários em que eram obrigados a actuar esses meios».
«O zelo demonstrado no seu trabalho, a prontidão da sua execução e o seu espírito de servir constitui, por si só, motivo da consideração e apreço do Comando directo que serviu, tornando-o merecedor da distinção agora confe-
rida», destaca o louvor, publicado na Ordem de Serviço nº. 160 do BCAV. 8423.
O furriel mecânico Dias regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, à Rua Diogo Couto, em Lisboa. Na capital fez vida, casou e foi pai da Ana Filipa Dias. Hoje o recordamos com saudade. RIP!
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| Furriel António Artur Guedes |
Furriel Guedes, 71 anos
em Salvaterra de Magos!
O dia 20 de Outubro de 2023, a sexta-feira de hoje mesmo..., é também tempo do 71º. aniversário do furriel miliciano Guedes, da 2ª. CCAV. 8423, a da saudosa e uíjana vila de Aldeia Viçosa.
António Artur César Monteiro Guedes, de seu nome completo, é natural de Silvestre, lugar da freguesia de Moura Morta, em Vila Real. Foi seminarista e a vida militar levou-o à Escola Prática de Cavalaria, em Santarém, onde recrutou e se especializou como atirador de Cavalaria.
A sua comissão militar em Angola começou a 4 de Junho de 1974, quando desembarcou em Luanda, e terminou a 10 de Setembro de 1975, quando regressou a Portugal.
Profissionalmente, fez carreira na GNR e nas Brigadas de Trânsito (BT), atingindo o posto de sargento-mor, agora já aposentado. Vive em Foros de Salvaterra, trabalhando, a ocupar o seu tempo, nas áreas da segurança e da agricultura. Para lá e para ele vai o nosso abraço de parabéns!
quinta-feira, 19 de outubro de 2023
7 240 - A desactivação dos milícias uíjanos e a (não) cadeia do atirador João Marcos !
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| Cavaleiros do Norte do PELREC: soldado Alberto Ferreira, 1º. cabo João Pinto e soldados Francisco Madaleno e João Marcos, todos atiradores de Cavalaria |
A ordem de serviço nº. 112 do BCAV. 8423, a de 19 de Outubro de 1974, deu conta de uma punição disciplinar ao soldado «pelrec» João Marcos, Cavaleiro do Norte sem medos e sem indisciplinas.
O que foi, ou o que não foi?
João Manuel Lopes Marcos, natural e residente no Pego, em Abrantes, foi Cavaleiro do Norte dos bons: disciplinado e sempre cortez, às vezes irreverente mas sempre cumpridor de deveres, sem quaisquer dúvidas, colaborante e activo, sempre disponível para o que necessário fosse. Pois, imagine-se, foi castigado com 20 dias de prisão disciplinar agravada, pelo Comando do BCAV. 8423, depois agravada pelo Comando da Zona Militar Norte (ZMN).
Perguntámos-lhe pela história, dela não lembrados.
João Manuel Lopes Marcos, natural e residente no Pego, em Abrantes, foi Cavaleiro do Norte dos bons: disciplinado e sempre cortez, às vezes irreverente mas sempre cumpridor de deveres, sem quaisquer dúvidas, colaborante e activo, sempre disponível para o que necessário fosse. Pois, imagine-se, foi castigado com 20 dias de prisão disciplinar agravada, pelo Comando do BCAV. 8423, depois agravada pelo Comando da Zona Militar Norte (ZMN).
Perguntámos-lhe pela história, dela não lembrados.
«Que crime cometeste tu, ó Marcos?», perguntámos nós.
«Eu não fiz nada, mas o alferes embirrou comigo e nem sequer cumpri prisão nenhuma. Ficou tudo em papéis...», disse-nos ele, 43 anos depois, quando o ouvimos.
A história, na sua versão, passa pela saída do Bar do Topete, saída dele, do Florêncio, do Silvestre e de outros, de «beber uns copos». Ao entrar no quartel, em grande algazarra, e tanto tempo depois não vem mal ao mundo se falarmos dos nomes, o Florêncio terá mandado o alferes Rosa, que estava de oficial dia, para um certo sítio. Em linguagem de tropa, vernácula e usual.
O acusado foi o Marcos, vá lá saber-se porquê..., e nada e ninguém convenceu o oficial miliciano da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, da não culpa dele.
«Eu não fiz nada, mas o alferes embirrou comigo e nem sequer cumpri prisão nenhuma. Ficou tudo em papéis...», disse-nos ele, 43 anos depois, quando o ouvimos.
A história, na sua versão, passa pela saída do Bar do Topete, saída dele, do Florêncio, do Silvestre e de outros, de «beber uns copos». Ao entrar no quartel, em grande algazarra, e tanto tempo depois não vem mal ao mundo se falarmos dos nomes, o Florêncio terá mandado o alferes Rosa, que estava de oficial dia, para um certo sítio. Em linguagem de tropa, vernácula e usual.
O acusado foi o Marcos, vá lá saber-se porquê..., e nada e ninguém convenceu o oficial miliciano da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, da não culpa dele.
«A malta ia com os copos, eu estava à porta d´armas a substituir o Silvestre e fui acusado sem mais nem menos. Mas não fui eu e nunca estive na cadeia», contou o Marcos, desempoeirado sobre o caso de há 47 anos, mas sem deixar de dizer que «ainda hoje tenho um pó do caraças ao alferes». Na verdade, acrescentou o Marcos, «ninguém gosta de ser castigado em razão».
Desarmamento dos
milícias do Uíge !
Ao tempo desses mesmos 49 anos que se passaram, preparava-se o desarmamento dos milícias, no âmbito do processo de descolonização de Angola, e os quadros dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 iam sendo sensibilizados para a delicadeza de tal operação.
Os milícias actuavam em defesa dos povos (as sanzalas, aldeias de nativos...), sob «comando» dos respectivos regedores e, putativamente, admitia-se que reagissem mal. Afinal, eram homens até aí subordinados e ao serviço das Forças Armadas Portuguesas - embora toda a gente soubesse que também «privavam» com o IN.
Temia-se, nesse quadro, que fossem alvo de vinganças e represálias.
Os milícias estavam em dupla situação: tinham servido o Exército Português e Portugal e estavam em vésperas de uma nova realidade: a da Angola independente. Como, sobre eles, reagiriam os novos senhores?
Tomás, 1º. cabo da CCS,
71 anos em Lousada !
O 1º. cabo Rodolfo Hernâni Tavares Tomás, Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423, na saudosa vila do Quitexe uíjano, festeja 71 anos a 19 de Outubro de 2023.
Hoje mesmo!
Rádio-montador de especialidade militar e natural da Cedofeita, na cidade do Porto, lá voltou a 8 de Setembro de 1975, tendo sido louvado pelo comandante Almeida e Brito, do BCAV. 8423 e por ser «militar disciplinado, correcto e inexcedível no zelo e eficiência postos no trabalho».
Trabalhou na Secção de Reabastecimentos e, sublinha o louvor, «dedicou todo o seu esforço na aprendizagem dessa missão, vindo a desempenhá-la com competência», acumulando-a com os serviços da sua especialidade técnica e «não se poupando a esforços nem a horários para solucionar avarias do material, chegando mesmo a colaborar em serviços de interesse público, de âmbito não militar, quer no Quitexe quer em Carmona».
71 anos em Lousada !
O 1º. cabo Rodolfo Hernâni Tavares Tomás, Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423, na saudosa vila do Quitexe uíjano, festeja 71 anos a 19 de Outubro de 2023.
Hoje mesmo!
Rádio-montador de especialidade militar e natural da Cedofeita, na cidade do Porto, lá voltou a 8 de Setembro de 1975, tendo sido louvado pelo comandante Almeida e Brito, do BCAV. 8423 e por ser «militar disciplinado, correcto e inexcedível no zelo e eficiência postos no trabalho».
Trabalhou na Secção de Reabastecimentos e, sublinha o louvor, «dedicou todo o seu esforço na aprendizagem dessa missão, vindo a desempenhá-la com competência», acumulando-a com os serviços da sua especialidade técnica e «não se poupando a esforços nem a horários para solucionar avarias do material, chegando mesmo a colaborar em serviços de interesse público, de âmbito não militar, quer no Quitexe quer em Carmona».
O louvor sublinha também que foi «militar excepcionalmente bem educado e bom camarada», um Cavaleiro do Norte que «granjeou a estima dos seus superiores e camaradas».
O Tomás vive em Lousada, recuperando de alguns problemas da sua fragilizada saúde. Com ele falámos há momentos e sublinhamos a sua resiliência e confiança no futuro.
O Tomás vive em Lousada, recuperando de alguns problemas da sua fragilizada saúde. Com ele falámos há momentos e sublinhamos a sua resiliência e confiança no futuro.
Grande e forte abraço de parabéns!
Neta de Luísa Maria
em festa de 45 anos!
Lucília é neta de Eduardo Bento da Silva, que foi sócio-gerente da Fazenda Luísa Maria, onde se aquartelou um destacamento do BCAV. 8423.
Franco, generoso e leal anfitrião dos Cavaleiros do Norte e ao tempo na casa dos 48/49 anos, por lá nos recebeu (sempre muito bem...), partilhando com os aquartelados os delicados tempos pré-independência. Regressou a Portugal e fixou-se em Condeixa-a-Nova, estabelecendo-se em Taveiro com um mini-mercado. Faleceu a 11 de Setembro e faria 81 anos a 10 de Outubro de 2011.
Ora vejam como a vida é: a neta Lucília faz hoje 45 anos!
Lucília é filha de Adelaide, a Lai-Lai de Luísa Maria e irmã de Rosa e do engº. Eduardo Cocenas da Silva. Acrescentou o apelido Almeida, pelo casamento, e também mãe de Natacha, esta de 39 anos e todos moradores em Condeixa.
Ora vejam como a vida é: a neta Lucília faz hoje 45 anos!
Lucília é filha de Adelaide, a Lai-Lai de Luísa Maria e irmã de Rosa e do engº. Eduardo Cocenas da Silva. Acrescentou o apelido Almeida, pelo casamento, e também mãe de Natacha, esta de 39 anos e todos moradores em Condeixa.
Parabéns!
quarta-feira, 18 de outubro de 2023
7 239 - Pilhagens entre Quitexe e Aldeia Viçosa! Casamento e aniversários de Cavaleiros do Norte!
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O já então ex-alferes Carlos Silva voltou a Angola para se casar, em Luanda e com a namorada Belmira. Hoje se fazem 49 anos. Parabéns! |
Os diários patrulhamentos dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, há 49 anos e nos principais itinerários do Uíge angolano, justificavam-se pela necessidade de «garantir a segurança de trânsito», quer de viaturas quer de pessoas.
A chamada «liberdade de itinerários» e principalmente na Estrada do Café - a que ainda hoje liga Luanda a Carmona, a actual cidade do Uíge - capital da província deste nome. O cessar-fogo dias antes anunciado pela FNLA, a 15 de Outubro de 1974, não diminuiu a intensidade deste tipo de actividade operacional do BCAV. 8423. E razão havia para isso, porquanto, de acordo com o livro «História da Unidade» e a partir de 18 de Outubro de 1974, a FNLA começou a realizar «actividade de pilhagem aos utentes dos itinerários, especialmente no troço compreendido entre o Quitexe e Aldeia Viçosa» - localidades onde se aquartelavam, respectivamente, a CCS do capitão António Martins Oliveira (do SGE) e a 2ª. CCAV. 8423, a do capitão miliciano José Manuel Cruz.
«Procurou-se contrariar esta acção de banditismo com o lançamento de patrulhamentos inopinados, aquando do aparecimento de queixas, sem que, contudo, se preveja parar com elas já que, à aproximação das NT, a FNLA se furta ao contacto», reporta o livro «História da Unidade», acrescentando que «consequentemente, não se evita a acção já realizada e a realizar á posteriori, pois a presença das NT não é e não pode ser contínua».
Assim ia a Angola de há 47 anos e dos tempos dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 por terras do Uíge.
O alferes miiciano Carlos Almeida Silva, oficial da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel, é Cavaleiro do Norte protagonista principal de um verdadeiro romance de amor, com data apontada a 18 de Outubro de 1975.
Este dia de há 49 anos, na verdade, foi tempo feliz do seu casamento em Luanda com a sua amada Belmira - que já conhecia das suas adolescências e pelas bandas de Tomar e «reachou» em Angola, entre labaredas de forte paixão. De forma tal quee até hoje dura e madura!
Carlos Almeida Silva regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, no final da jornada africana do Uíge angolano, mas rapidamente voltou para os braços da sua paixão maior e para o «sim» que, 49 anos depois, ainda (e sempre) os trazem presos e grávidos d´amor eterno.
Hoje, precisamente, tempo em que festeja mais um ano dessa data mágica e de romance, por isso mesmo, aqui estamos a dar os parabéns pelo enlace que os envolve(u) e lhes enovelou as almas. Para a vida eterna!
Carlos Almeida Silva regressou a Portugal no dia 11 de Setembro de 1975, no final da jornada africana do Uíge angolano, mas rapidamente voltou para os braços da sua paixão maior e para o «sim» que, 49 anos depois, ainda (e sempre) os trazem presos e grávidos d´amor eterno.
Hoje, precisamente, tempo em que festeja mais um ano dessa data mágica e de romance, por isso mesmo, aqui estamos a dar os parabéns pelo enlace que os envolve(u) e lhes enovelou as almas. Para a vida eterna!
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| O casal Bento em 2021 |
Furriel Bento, 71 anos
entre França e Portugal!
O furriel miliciano Francisco Manuel Gonçalves Bento, da CCS do BCAV. 8423, festeja 71 anos a 18 de Outubro de 2023. Hoje mesmo!
Cavaleiro do Norte especialista em Reconhecimento, Informações e Operações, trabalhou no Gabinete de Operações do Quitexe /e de Carmona) e regressou a Portugal (com o seu inesquecível papagaio) a 8 de Setembro de 1975. A Santo André, no Barreiro - onde residia na altura.
Emigrou e, actualmente, divide-se entre França (onde fez vida profissional) e Portugal, entre os afectos da família e dos amigos, já gozando a sua reformas profissional.
Ao fim de 44 anos de ausência, foi, de braço dado à sua amada Cecília (foto), conviva animado, muito especial e surpreendente do encontro de 2019, em Rans (Penafiel) - o seu primeiro, depois do regresso de Angola.
Parabéns!
Azevedo da 2ª. CCAV., 71
anos em Águas Santas !
O 1º. cabo Azevedo foi apontador de morteiros de especialidade militar e Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, comandada pelo capitão miliciano José Manuel Cruz.
João Francisco da Silva Rocha Azevedo e a sua subunidade ainda passaram por Carmona (e pelo BC 12) e regressaram a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar em Angola, por terras do Uíge, e fixou-se em Ramalde, no Porto - onde ao tempo morava.
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| João Azevedo |
Azevedo da 2ª. CCAV., 71
anos em Águas Santas !
O 1º. cabo Azevedo foi apontador de morteiros de especialidade militar e Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, comandada pelo capitão miliciano José Manuel Cruz.
João Francisco da Silva Rocha Azevedo e a sua subunidade ainda passaram por Carmona (e pelo BC 12) e regressaram a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, no final da sua comissão militar em Angola, por terras do Uíge, e fixou-se em Ramalde, no Porto - onde ao tempo morava.
Actualmente, reside em Águas Santas, na Maia, para onde, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns!
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| O casal Carvalho |
71 anos no Reino Unido !
O soldado Armando Moreira de Carvalho foi atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV . 8423, a da Fazenda Santa Isabel, e festeja 71 anos 18 de Outubro de 2023.
Natural de Teixogueira, freguesia de Milagres, no município de Leiria, lá regressou a 11 de Setembro de 1975 e por lá fez vida - mais tarde morando na Bidoeira de Cima, mesmo ao lado.
A emigração levou-o, aos 50 anos (em 2002) para o Reino Unido (na Irlanda do Norte), onde continuou a sua vida profissional e onde continua a morar, agora já aposentado - desde 2017. Para lá, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns!
terça-feira, 17 de outubro de 2023
7 238 - A retracção do dispositivo militar do Uíge! O comandate em Santa Isabel!
O dia 17 de Outubro de 1974 foi tempo da visita do comandante Carlos Almeida e Brito à Fazenda de Santa Isabel, onde estava aquartelada a 3ª. CCAV. 8423, a do capitão miliciano José Paulo Fernandes.
O comandante fez-se acompanhar por alguns oficiais do Comando (instalado no Quitexe) e a reunião de trabalho envolveu, certamente, a preparação da rotação dos «santa isabéis» para o Quitexe, no âmbito do plano de «retracção do
dispositivo militar, operada face ao cessar-fogo anunciado pelos três partidos emancipalistas de Angola», como refere o livro «História da Unidade», citando a FNLA, o MPLA e a UNITA.
A FNLA, recordemos, era a principal força independentista a actuar da zona de acção dos Cavaleiros do Norte e tinha anunciado o (seu) cessar-fogo apenas dois dias antes - a 15 de Outubro de 1974.
A rotação dos Cavaleiros do Norte de Santa Isabel só viria a confirmar-se a 10 de Dezembro deste ano, quando de lá saíram os últimos homens, juntando-se aos que já se tinham aquartelado no Quitexe, juntos à CCS.
A companhia comandada pelo capitão miliciano José Paulo de Oliveira Fernandes tinha rendido a 3ª. CCAÇ. 4211 a 11 de Junho, assumindo a responsabilidade operacional da sua área de intervenção três dias depois (a 14).
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| O 1º. sargento Fialho Panasco e esposa, no encontro dos Cavaleiros do Norte em Águeda, em 1995. Faleceu 10 anos depois, de doença cancerosa. RIP! |
O 1º. sargento Fialho
Panasco, de Zalala,
faria hoje 88 anos!
O 1º. sargento Alxandre Joaquim Fialho Panasco, da 1ª. CCAV . 8423, a da Fazenda de Zalala e do capitão Davide de Oliveira Castro Dias, faria hoje 88 anos.
O 1º. sargento Alxandre Joaquim Fialho Panasco, da 1ª. CCAV . 8423, a da Fazenda de Zalala e do capitão Davide de Oliveira Castro Dias, faria hoje 88 anos.
Infelozmente, faleceu há 18, a 22 de Junho de 2005 e vítima de doença cancerosa.
O 1º. Fialho, como era conhecdo, foi responsável pela secretaria dos Cavaleiros do Norte de Zalala e foi louvado pelo comandante Almeida e Brito, por ter sido «excelente auxiliar da administração da Companhia, superando todas as dificuldades», nomeadamente aquando das «diversas rotações da Unidade». De Zalala para Vista Alegre, daqui para o Songo e depois para Carmona, antes de Luanda.
O 1º. Fialho, como era conhecdo, foi responsável pela secretaria dos Cavaleiros do Norte de Zalala e foi louvado pelo comandante Almeida e Brito, por ter sido «excelente auxiliar da administração da Companhia, superando todas as dificuldades», nomeadamente aquando das «diversas rotações da Unidade». De Zalala para Vista Alegre, daqui para o Songo e depois para Carmona, antes de Luanda.
«Disciplinado, de trato correcto, de elevado sentido de colaboração, vincada lealdade para o comando que serviu, deve considerar-se ser este militar digo do conceito em que do antecedente era tido e que agora novamente confirmou», sublinha o louvor, acrescentando que «se cotou como precioso auxiliar e conselheiro do seu comandante de Companhia» - que era o capitão miliciano Davide de Oliveira Castro Dias. Motivos que, considerou o Comandante Almei-
da e Brito, «levam a garantir a sua eficiência em qualquer outra situação militar que viva e que o torna merecedor do presente louvor».
Vítima de doença cancerosa, faleceu a 22 de Junho de 2005, aos 70 anos e em Carnaxide, onde residia. Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!
da e Brito, «levam a garantir a sua eficiência em qualquer outra situação militar que viva e que o torna merecedor do presente louvor».
Vítima de doença cancerosa, faleceu a 22 de Junho de 2005, aos 70 anos e em Carnaxide, onde residia. Hoje o recordamos com saudade. RIP!!!
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| Fernando Lopes, cozinheiro de Zalala |
A morte do cozinheiro Lopes,
dos Cavaleiros de Zalala !
O soldado Fernando Manuel da Conceição Lopes foi combatente da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda de Zalala, nasceu a 17 de Outubro de 1953 e faleceu a 12 de Julho de 1983.
Há 39 anos, ainda não tinha 30.
Cozinheiro de especialidade militar, foi Cavaleiro do Norte do BCAV. 8423 e, no âmbito da sua jornada africana do nortenho Uíge de de Angola, por longos 15 meses, também passou por Vista Alegre/Ponte do Dange, Songo e Carmona. Era natural da Póvoa do Forno, da freguesia do Troviscal, no concelho de Oliveira do Bairro, em pleno coração da Bairrada - onde nasceu a 17 de Outubro de 1953.
Lá voltou a 9 de Setembro de 1975 e, solteiro e sem filhos, trabalhava na Cooperativa Agrícola de Oliveira do Bairro quando faleceu, vítima de acidente, quando seguia numa motorizada para o local de trabalho e embateu com uma carrinha.
Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!
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