CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

terça-feira, 24 de dezembro de 2024

- Há 51 anos: Três furriéis «Ranger´s» da CCS e apresentados no RC4, em Santa Margarida!

Os furriéis milicianos Monteiro, Viegas e Neto apresentaram-se no RC4, em
Santa Margarida, na véspera do Natal de 1974. Há 50 anos!!!

Ordem de Serviço do RC4, de 26/12/1973, com a
apresentação dos futuros furriéis Neto, Monteiro e Viegas,

A segunda-feira de há 51 anos foi de véspera de Natal de 1973 e dia de se apresentarem em Santa Margarida e no RC4, os três futuros furriéis milicianos de Operações Especiais (Rangers) da CCS do BCAV. 8423.: Monteiro., Viegas e Neto.
A Ordem de Serviço nº. 301, do RC4, de 26 de Dezembro de 1973, dá conta que a 24 de Dezembro (desse ano), às 11 horas, se apresentaram, «vindos do CIOE, 
por terem sido nomeados para servir no ultramar, com destino às companhias que se indicam, do BCAV. 8423/73/RC4/RMA».
E lá estão os nomes: Neto, Monteiro e Viegas, «pagos até 22 de Dezembro e abonados de alimentação até 23 de Dezembro, portadores da relação modelo 9 de fardamento e aumentados ao Regimento e ao BCAV. 8423»
Nem mais!
O oficial de dia ainda «brincou» connosco - teríamos de «entrar de serviço às 14 horas», o que significava lá passarmos a noite de Natal. O Neto, porém, logo «sentenciou» o nosso destino próximo: «Vamos embora, castigo maior que o de ir para Angola, já não nos pode acontecer».
Saímos do RC4, no SIMCA 1100 dele, chegámos a Águeda e o Monteiro telefonou para Fornos, em Marco de Canaveses, para um irmão o ir buscar ao Porto. Em Águeda, ainda chegou a tempo de apanhar a carreira para a capital do norte e foi passar a noite de Natal a casa.

Para ti António Garcia, a propósito de os poetas serem fingidores…

Alferes Garcia (falecido a 2 de Novembro de 1979, de acidente e ao seviço da PJ), e José Alberto Almeida,
no Quitexe e em 1974. Atrás, os 1º.s sargentos João Barata e Joaquim Aires. Há 50 anos! 
Os alferes Jaime Ribeiro, Augusto Rodrigues e
e José Alberto Almeida. Há 50 anos, no Quitexe!

_________________________
JOSÉ ALBERTO ALMEIDA
(ex-alferes miliciano da CCS)
TEXTO


Para ti António Garcia, a propósito
de os poetas serem fingidores…



Agora que, passados estes anos todos, o nosso amigo Celestino Viegas pôs mão à obra para nos motivar a reviver os tempos de Angola, quero que o meu primeiro contributo escrito seja dedicado a ti, para podermos todos ter-te neste convívio.
Quando cheguei ao Quitexe, já após vários meses da vossa instalação, em rendição individual e em machimbombo (num dia tão bem descrito pelo CV neste blog …), “caí” num grupo de camaradas que já se conheciam há muito tempo e no qual as relações humanas já estavam razoavelmente definidas. Dada a condição de Oficial de Reabastecimentos e também dadas as atribuições informais de “Oficial às Ordens” do Comandante, só nos momentos de lazer na Messe de Oficiais é que fomos tendo tempo para nos conhecermos.
Quis o acaso que partilhássemos a mesma mesa na sala de jantar (juntamente com a Alferes Jaime P. Ribeiro e outro) e, desde os primeiros dias, foi-me evidente a tua enorme necessidades de vangloriação heróica dos feitos do grupo de operações especiais que comandavas com dedicação e eficiência. Só que, tal como nas histórias dos caçadores e pescadores, as façanhas descritas eram de uma insólita e excessiva dimensão (do género: “ontem fizemos, ontem matámos, ontem esfolámos…”). Ora para mim, Oficial Miliciano de formação muito pouco militarista, as tuas diárias descrições das façanhas operacionais passaram a ser momentos a que eu ostensivamente não prestava a mínima atenção. Tal facto não te passava despercebido e noutras ocasiões, quando eu no bar ou na varanda da Messe me dedicava a ler os filósofos clássicos gregos (que, em boa hora, tinha levado para a guerra, dado que nunca os tinha lido na formação académica…), tu passavas a exercer a represália denominando-me sistematicamente e provocatoriamente como “o nosso intelectual”. E assim fomos gerindo a nossa “guerra fria” entre Julho e Dezembro…
Acontece que, ao aproximar-se o Natal, o nosso Comandante, em conversa de circunstância, me avisou:
“Vais ver que na noite de Natal alguns dos mais “valentes” vão ser os primeiros a irem-se abaixo psicologicamente...”
Como te lembras, essa era a única noite em que partilhávamos o jantar com todo o pessoal, no Refeitório dos Soldados. Às tantas da noite, quando já havia muita emoção, acompanhadas de litros de bebida e abraços de lamechas, tive de ir à Messe dos Oficiais buscar algo e, como conhecia os cantos da casa, nem acendi a luz. Foi então que na penumbra me deparei contigo, recolhido num canto do bar, em plena crise de choro pelas saudades da tua família. Creio que uns breves segundos de hesitação foram suficientes para decidir fazer de conta que não te vi, e voltei ao Refeitório onde, por certo, a cerveja já tinha corrido mais e as lamechices natalícias também.
No dia seguinte, à hora da refeição na mesa de quatro do costume, não resististe a iniciar o relato de mais uma das gloriosas façanhas do teu grupo de operações oficiais… Só que, no final da descrição, para meu espanto e muito discretamente, piscaste-me o olho como que para dizer “desculpa lá, estas histórias já não são para ti que desde ontem me conheces um pouco, mas para os outros…”.
O capitão Oliveira e os alferes António Cruz, Jaime
Ribeiro e António Garcia. Natal de 1974, há 50
anos e no Quitexe. Ao fundo a igreja"

Meu caro António
Manuel Garcia!

A partir desse dia, passou a haver entre nós um código de comunicação e de compreensão em que o “valente comandante de operações especiais” e o “discreto intelectual” foram construindo uma bonita amizade. Por duas vezes que vim de licença à Metrópole, pediste-me mesmo para ir ver a tua namorada, à residência onde estava hospedada no Porto!
Regressados da nossa missão africana, mantivemos um permanente contacto, que incluiu dois momentos muito fortes:
1 - O teu casamento na Igreja de Pombal de Ansiães, onde tendo chegado já atrasado na companhia do nosso estimado Oficial António Souza Cruz, e, estando já todos a tirar a fotografia de grupo na escadaria, tiveste o desplante de abandonar o grupo e vir a correr na nossa direcção, manifestando, assim, a alegria pela nossa presença. Pouco tempo deste-me o prazer de vir com a tua Mulher passar uns dias da lua-de-mel na casa de meus Pais em Albufeira.
2 - Passado um ano ou dois, combinámos ir cinco dias de verão para casa dos teus Pais em Pombal de Ansiães. Já eras Inspector da Judiciária e para isso pediste uma licença que possibilitou partilharmos um tempo inolvidável nas terras quentes do Douro. 
A viagem de regresso ao Porto foi um tempo de premonição: sendo noite, quiseste falar abertamente de vários assuntos que te obcecavam naquela época: a exaltação da chegada breve do teu primeiro filho, a tua profundo decepção pelo trabalho na Polícia Judiciária, onde assistias a práticas que eram contra os teus princípios de honra e de ética, e a tua consequente decisão de ter de abandonar em breve essa Instituição. Foi uma conversa plena de franqueza, de emoção e de sentimentos íntimos, que só é possível entre dois amigos certos.
Poucos meses passados, o António Souza Cruz telefonou-me a perguntar se tinha lido a notícia no jornal: o Inspector António Manuel Garcia tinha morrido, em serviço, num acidente de viação. Por coincidência ou não, participava na investigação sobre o assassinato de Ferreira Torres… Esse foi um dos dias mais tristes da minha vida, por saber que ficavam tantas coisas por partilhar, tanto contigo como com a tua Família!
Mas agora ao rever a tua imagem em tantas das fotos que este blogue nos está a proporcionar quero sobretudo dizer-te:
«Meu caro António Manuel Garcia, tu és um dos mais presentes entre todos nós, pela tua honradez, pela tua coragem e pela tua verticalidade.
E mais tarde, noutro mundo, ainda quero ouvir outras das tuas inenarráveis façanhas de bravo Oficial de Operações Especiais do BCAV 8423…
».
JOSÉ ALBERTO ALMEIDA
- ALMEIDA 1: José Alberto Alegria Martins de Almeida, alferes miliciano de reabastecimentos. Econonista e arquitecto, é profissionalmente conhecido por José Alberto Alegria, mora em Albufeira e é Cônsul de Marrocos no Algarve.
- ALMEIDA 2: Chegada do alferes Almeida ao Quitexe em http://cavaleirosdonorte.blogspot.com/2009/05/o-alferes-miliciano-almeida.html
- GARCIA 1. António Manuel Garcia, alferes miliciano de operações especiais, comandante do PELREC, natural de Pombal de Ansiães (Carrazeda de Ansiães). Faleceu em 1979(80), era agete da Polícia Judiciária.




segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

- Há 51 anos: Apresentações no RC 4 de futuros alferes e furrieéis milicianos!

 

Alferes Jaime Ribeiro, Augusto Rodrigues
 e José Alberto Almeida



A 23 de Dezembro de 1973, há precisamente 51 anos - meio século passado, vejam lá... -, apresentaram-se no RC4, em Santa Margarida, vários futuros alferes e furriéis milicianos «por terem sido nomeados para servir no ultramar e com destino às Companhias que a cada um se indica e do BCAV. 8423».
Os seguintes:

Alferes milicianos:

Os seguintes, todos eles rodados da Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém:
Furriel Agostinho Belo e
alferes Carlos Silva 
- ROSA: Pedro Marques da Silva Rosa, da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda de Zalala.
- SAMPAIO: Carlos Jorge da Costa Sampaio, idem.
- PERIQUITO: João Carlos Lopes Periquito, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa.
- CAPELA: Jorge Manuel de Jesus Capela, da 2ª. CCAV. 8423, idem.
- SIMÕES: Mário Jorge Barros Simões, da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel.
- SILVA: Carlos Almeida Silva, da 3ª. CCAV. 8423, idem.
Rodados do Centro de Tiro da Serra da Carregueira e os três de Operações Especiais (Rangers):
- SOUSA: Mário Jorge de Sousa Correia de Sousa, da 1ª. CCAV. 8423, Zalala. Faleceu a 21 de Janeiro de 2021, de doença e no Porto.
- MACHADO: João Francisco Pereira Machado, da 2ª. CCAV. 8423, Aldeia Viçosa.
- RODRIGUES: Augusto Rodrigues, da 3ª. CCAV. 8423, a de Santa Isabel.
Furriéis Querido, Guedes e
Fernandes (da3ª. CCAV.)

Furriéis milicianos:

Os seguintes, os três rodados da Escola Prática de Cavalaria, em Santarém:
- QUERIDO: José Adelino Borges Querido, 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel.
- FLORA: António Pires Flora, da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel.

Furriéis Letras e
Chitas (2ª. CCAV.)
- RODRIGUES: Américo Joaquim da Silva Rodrigues, da 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Zalala. Faleceu a 30 de Agosto de 2018, de doença e em Vila Nova de Famalicão.
Na véspera, dia 22, já se tinha apresentado, rodando do RI3, em Beja, o futuro furriel António Milheiros Courinha Chitas, da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa. Terá estado a trabalhar em Angola.
Todos foram, cada qual a seu jeito e estilo, bons companheiros da jornada africana do Uíge angolano. Abraço para todos!

domingo, 22 de dezembro de 2024

Carlos Santos, o Plateias de Zalala, faria 72 anos. Faleceu em 2015!

Carlos Santos, o Plateias



O soldado Carlos Alberto da Costa Santos foi popularizado como o Plateias de Zalala, faleceu a
 22 de Dezembro de 2015. Há precisamente 9 anos!
Atirador de Cavalaria de especialidade militar, também passou por Vista Alegre/Destacamento de Ponte do Dange e pelas cidades do Songo e de Carmona - durante a sua (e nossa) jornada africana do Uíge angolano.
Regressou a Portugal, no final da comissão angolana, a 9 de Setembro de 1975 e ao lugar de Pisões, da freguesia de Pataias, no município de Alcobaça - onde nasceu há 72 anos, a 12 de Dezembro de 1952, e poronde fez toda a sua vida pessoal e profissional.
Nada mais não sabemos dele, mas, com saudade, hoje recordamos este companheiro dos tempos de 1974 e 1975. RIP!!!

Tomé de Aldeia Viçosa festeja 72 anos em Sintra !

Eduardo Tomé
 o.


O soldado Eduardo Pedro Tomé foi Cavaleiro do Norte da 2ª. CCAV. 8423 e hoje festeja 72 anos, dia 22 de Dezembro de 2024.
Condutor auto-rodas de especialidade militar, foi combatente de Aldeia Vilosa e também passou pela cidade de Carmona, tendo regressado a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana e militar, no uíjano norte de Angola.
Fixou-se em Alvarinhos, povoação da freguesia de S. João das Lampas, em Sintra, onde então residia.
Costuma participar nos encontros anuais dos Cavaleiros do Norte da subunidade comandada pelo capitão miliciano José Manuel Cruz e mora agora no Largo do Saibro, também em Alvarinhos, também no município de Sintra, para onde e para quem vai o nosso abraço de parabéns!

Delegações dos movimentos no Uíge angolano! O MPLA, a FNLA e a UNITA no combate político !

Cavaleiros do Norte no Quitexe: o José Miguel Santos (?), os 1ºs. cabos Jorge Salgueiro
Salgueiro e Luís Oliveira. E a seguir, quem é? É tudo malta da 
transmissões? Ou não? O
da direita é o 1º. cabo enfermeiro Victor Florindo, da CCS!

A secretaria da FNLA, no Quitexe, foi atacada pelo
MPLA em Março de 1975. Em primeiro plano, o 1º.
cabo Deus, operador-cripto da 3ª. CCAV. 8423



Os dias de Dezembro de 1974, já lá vão distantes e muito saudosos 50 anos, foram sendo riscados do calendário e, com o seu andar, aproximava-se o nosso primeiro (e único) Natal angolano.
O primeiro e único Natal passado fora dos nossos chãos natais e das casas de família para a esmagadora maioria dos combatentes dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 - que jornadeavam por terras do Uíge, no «militarizado» norte angolano.
O mês natalício desse tempo foi também de apresentação oficial de combatentes dos três movimentos, no seguimento do processo de descolonização.
«Abriram delegação em Carmona e, com o decorrer do mês, apareceram secretarias no Quitexe e em Aldeia Viçosa», reporta o livro «História da Unidade», de que nos socorremos, para fazer memória da nossa «aventura» por terras do norte de Angola.
Os presidentes Agostinho Neto (do MPLA),
Holden Roberto (da FNLA) e Jonas
Malheiros Savimbi (da UNITA)

O MPLA, a FNLA e a UNITA
no combate... político !


A FNLA de Holden Roberto era, claramente, o movimento mais implantado na (nossa) zona norte de Angola e com os seus guerrilheiros nos «espreitámos» muitas vezes nas matas, nos trilhos e nas picadas do Uíge angolano. 
Felizmente, sem qualquer «combate»!
O MPLA de Agostinho Neto era o segundo mais activo e muito menos a UNITA de Jonas Malheiros Savimbi. Julgamos saber que nem actuavam pelas (nossas) bandas uíjanas.
Os seus dirigentes (os comissários políticos, assim se apresentavam às autoridades portuguesas...) procuravam, o mais que podiam, espalhar as suas ideias e projectos para o novo país (Angola) que ia nascer, tentando atrair novos militantes - principalmente entre a comunidade indígena mas também, se bem nos lembramos, entre os colonos brancos, muito embora estes «pensando com reservas sobre o seu futuro».
Os movimentos procuraram, por outro lado e cada vez mais, «instalar-se nos locais abandonados pelas NT». Refere o livro «História da Unidade» que «começou a verificar-se uma aproximação dos referidos movimentos, nomeadamente aos povos já há tempo fixados, na sua maioria com incidência da FNLA mas também, em alguns casos, do MPLA».
«Adivinha(va)-se uma reserva latente entre os dois movimentos, já que na área predominava a FNLA, mas também, em alguns casos, o MPLA», refere o «História da Unidade».

sábado, 21 de dezembro de 2024

Cavaleiros do Norte à espera do Natal de 1974 e histórico acordo entre MPLA e UNITA!

Cavaleiros do Norte em momento de pose africana: 1ºs. cabos Alfredo Coelho (Buraquinho) e Victor Florindo,
da CCS, do Quitexe, e Eduardo Pedro Tomé, soldado condutor (por lá conhecido como o Sintra, ou o
Mercedes, que amanhã festeja 72 anos), e Victor Vicente, 1º. cabo apontador de morteiros, ambos da
2ª. CCAV. 8423, a dos Cavaleiros do Norte de Aldeia Viçosa
Quitexe, na véspera de Natal de 1974: os furriéis milicianos Cândido Pires (em
primeiro plano), Agostinho Belo (óculos), Viegas e José Carlos Fonseca (bigode)


Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 continuavam, há exactamente 50 anos, a sua missão por terras do Uíge angolano e muito expectantes quanto ao dia de Natal que se aproximava - o seu primeiro Natal fora dos chãos e lares de família.
O dia-a-dia era preenchido com serviços de ordem e os continuados patrulhamentos em toda a Zona de Acçâo (ZA), particularmente na Estrada do Café - por onde passava grande parte da actividade económica da região. Era o caso do transporte do café para os frades armazéns e porto de Luanda - o de escoamento de muitos produtos de exportação.
O descolonização de Angola continuava e, dia a dia, iam riscando dias no calendário e, sem quaisquer reservas, a cumprir a sua nobre missão de dar ensejo ao processo de descolonização de Angola.
O Alto Comissário Rosa Coutinho, ladeado pelos
presidentes Agostinho Neto (do MPLA, à esquerda)
e Jonas Savimbi (da UNITA)


Acordo do Luso foi
«histórico e vital!»

O Alto Comissário Português em Angola, o almirante António Alva Rosa Coutinho, considerou a esse mesmo tempo, «histórico e vital» o acordo há 50 anos celebrado, na cidade do Luso, em Angola, entre os presidentes Agostinho Neto (do MPLA) e Jonas Savimbi (da UNITA).
O oficial português sublinhou, porém, que «só ficarei descansado quando vir reunidos no território de Angola, os presidentes dos três movimentos».
Os dois e a FNLA de Holden Roberto.
«O que se está a tratar não é tanto do estabelecimento de uma frente comum, como do processo de independência de Angola», disse Rosa Coutinho, que falava em Lisboa, chegado de Luanda em vésperas do Natal de 1974 e para «conversações com as autoridades
 centrais».
Ainda voltaria a Angola antes do Natal desse ano de 1974 - já lá vão 50 anos!!!!... - e, nas declarações à imprensa lisboeta, disse também que estava «confiante na realização da cimeira dos três movimentos ainda antes do final do ano». Como hoje se sabe, tal não viria a acontecer, mas a esse momento existia essa esperança.
Quanto à formação do Governo de Transição de Angola, que então muito se expectava, o Alto Comissário manifestou-se, todavia, menos confiante: «Sou optimista mas não tanto», disse Rosa Coutinho, sobre a possibilidade de antes do final de Janeiro de 1975, se formar o dito Governo.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024

João Marques de Zalala faleceu há 15 anos !



O soldado João Nunes Marques foi combatente da 1ª. CCAV. 8423, a da mítica Fazenda de Zalala faleceu há 15 anos, no dia 20 de Dezembro de 2009.
Cavaleiro do Norte com a especialidade de clarim, regressou a Portugal no dia 9 de Setembro de 1975, no final da sua jornada africana pelo norte de Angola, em terras do Uíge, edepois de também ter passado por Vista Alegre/Ponte do Dange e cidades do Songo e Carmona.
Regressou ao seu natal lugar de Vale Coelheiro, da freguesia de Santo André de Toseiros, em Castelo Branco, onde nasceu a 11 de Maio de 1952.
Não sabemos qual foi a razão da sua «partida», terá sido por doença, mas hoje o recordamos com saudade e dele fazemos memória. RIP!

Macário de Santa Isabel festeja 72 anos em Alcácer do Sal !

O 1º. cabo Joaquim Macário


O 1º. cabo Joaquim Macário foi atirador de Cavalaria de especialidade militar e combatente da 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel.
Festeja 72 anos amanhã, dia 20 de Dezembro de 2024.
Natural e então residente em Vala do Guizo, no município de Alcácer do Sal, lá regressou a 11 de Setembro de 1975 - no final da sua (e nossa) jornada africana por terras do norte uíjano de Angola.
Actualmente, sabemos que é residente em Arez, no Bairro Novo, em Santiago, também no concelho de Alcácer do Sal. Para lá e para ele vai o nosso abraço de parabéns!

quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

há 50 anos: O encontro do Alto Comissário de Portugal com o MPLA e a UNITA!


Agostinho Neto (do MPLA), Rosa Coutinho (Alto Comissário) e Jonas
 Savimbi da UNITA) em local e data indeterminada (imagem da net).


O histórico acordo MPLA/UNITA de há 50 anos foi mediado pelo Alto-Comissário Rosa Coutinho e decorreu no Luso angolano, pondo, assim se acreditava, «termo a toda a espécie de hostilidades e propaganda que dificultem a colaboração franca e sincera entre as duas organizações»
«Tenho a dizer-vos que considero o encontro importante para Angola e para a evolução do processo de descolonização em curso, visto que, pela primeira vez, dois presidentes de movimentos de libertação se encontraram e conversaram em território de 
A notícia do «Diário de
Lisboa» de há 50 anos!
Angola, marcando mais uma vez a oposição de que será em Angola que terão de ser decididos os seus destinos e preferivelmente dentro da mesma Angola», afirmou Rosa Coutinho, no Luso e no final das conversações entre MPLA e UNITA, com delegações lideradas pelos seus presidentes - respectivamente Agostinho Neto e Jonas Savimbi.

Encontros a dois
e encontros a três!

O encontro decorrera na véspera, como ontem aqui lembrámos, na sala de reuniões da Base Aérea da cidade do Luso - no leste angolano. 
Primeiro, entre o almirante Rosa Coutinho e Jonas Malheiro Savimbi, o presidente da UNITA e às 9 horas. Agostinho Neto, presidente do MPLA,  chegou depois, às 10, conversando com Rosa Coutinho, sem Savimbi. 
Após o almoço, o Alto-Comissário voltou a reunir separadamente com os dois presidentes, encerrando o encontro com uma reunião a três. 
Histórica reunião!
Os Cavaleiros do Norte, pelo Quitexe, por Aldeia Viçosa, por Vista Alegre e Ponte do Dange só mais tarde viriam a saber destas negociações. E sem pormenores. Muitos menos que os que hoje aqui ficam expressos - como é evidente.
Os caminhos da descolonização tinham outros actores. Actores principais e nao era o caso dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 - que por la jornadeavam em comissão de serviço.

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Há 50 anos: Savimbi e Neto no Luso e com Rosa Coutinho! Filme no Quitexe!


Agostinho Neto (MPLA), à esquerda, Rosa Coutinho a cumprimentar Jonas Savimbi (UNITA). Atrás de Rosa Coutinho, Lúcio Lara. Foto do Livro «Segredos da Descolonização de Angola», de Alexandra Marques. Em baixo, título do Diário de Lisboa de 18 de Dezembro de 1974
O «Diário de Lisboa» de há 50 
anos e com notícias de Angola 


A 18 de Dezembro de 1974, há precisamente 50 anos e quando menos se esperava, Rosa Coutinho voou de Luanda para o Luso angolano, onde se foi encontrar com os presidentes Agostinho Neto (do MPLA) e Jonas Savimbi (da UNITA). 
Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 continuavam a sua jornada pelos chãos do Uíge, com serviços de ordem e patrulhamentos inopinados - principalmente na Estrada do Café e da entrada de Carmona a Úcua.
O plano de acção psicológica exibiu um filme do ciclo iniciado no dia 10 e que passou por todas as subunidades e, no Clube do Quitexe, também para a população civil.
O despacho da portuguesa agência noticiosa ANI e da francesa Reuters, dava conta que Jonas Savimbi «esperava concluir um acordo com o MPLA» - o que, do ponto de vista jornalístico, «criaria, pelo menos teoricamente, a frente comum que durante os passados meses tem sido afincadamente procurada pelos três movimentos»
O terceiro movimento era, obviamente, a FNLA de Holden Roberto.
O alto-comissário voou para a capital do Moxico para se encontrar com Savimbi e a Comissão Central da UNITA, mas a verdade é que «pouco depois chegou o dr. Agostinho Neto, presidente do MPLA, para conversações com o almirante Rosa Coutinho». Certamente, tudo previamente combinado.
A frente comum era o caminho certo, expectava-se, para «a conferência cimeira com Portugal», envolvendo ministros portugueses e dirigentes do MPLA, FNLA e UNITA. Viria a ser o chamado Acordo do Alvor. Formar-se-ia o Governo de Transição, para «levar Angola à independência total».
O que, como sabemos, não se veio a con«cretizar.

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Mendes, de Aldeia Viçosa, festeja 72 anos em Termas de Monfortinho!

Manuel Jesus Mendes



O soldado Manuel de Jesus Mendes foi atirador de Cavalaria da 2ª. CCAV. 8423, a da vila de Aldeia Viçosa, e está em festa de anos: hoje comemora 72!
Cavaleiro do Norte do BCAV. 8423, também jornadeou pela cidade de Carmona e é natural das Termas de Monfortinho, em Idanha-a-Nova. Lá voltou a 10 de Setembro de 1975, no final da sua (e nossa) comissão de serviço militar por terras do norte uíjano de Angola. Foi louvado «pelas qualidade militares demonstradas em todos os momentos da sua vida militar, sendo de destacar a serenidade mostrada em todas as acções em que esteve empenhado».
O louvor foi publicado na OS nº. 170 e sublinha que era «disciplinado, camarada, pondo em todos os serviços a maior dedicação», pelo que «tornou-se digno da estima de todos que com ele provavam». Para lá, e para ele, vai o nosso abraço de parabéns pela bonita idade que hoje comemora!

O Comandante Almeida e Brito no Quitexe e antes do BCAV. 8423!

Almeida e Brito, à esquerda
e na Fazenda Santa Isabel



O tenente-coronel Carlos José Sraiva de Almeida e Brito comandou o BCAV. 8423 mas já estivera no Quitexe.
Oficial de Cavalaria de carreira e então com a patente de major, já por lá jornadeara em 1968, como responsável pelo sector de operações do BCAÇ. 1917, em regime de substituição. Lá chegou a 24 de Janeiro e de lá saiu a 17 de Dezembro desse mesmo ano (1968).
Hoje se passam 56 anos!
Já como comandante do BCAV. 8423 e com a patente de tenente-coronel, voltou ao Quitexe a 6 de Junho de 1974, rodando a 2 de Março de 1975 para Carmona, mas ainda lá voltando algumas vezes para reuniões de carácter operacional com os comandantes das 3 companhias operacionais, aquarteladas ao longo da Estrada do Café.
O já general Almeida e Brito faleceu a 20 de Junho de 2003, de morte súbita e no decorrer de um passeio em Espanha. Tinha 76 anos.
Hoje o recordamos com saudade! RIP!!!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2024

Delegados do MFA reunidos em Sanza Pombo!

Os furriéis Cruz e Viegas na placa da avenida
central do Quitexe em 1974. Atrás, o bar dos praças


A Comissão do MFA (Movimento das Forças Armadas) do Batalhão de Cavalaria 8423 (BCAV. 8423) reuniu a 16 de Dezembro de 1974, há 50 anos, com os eleitos das outras unidades da ZA (Zona de Acção) e no Batalhão de Cavalaria 8324 - não confundir com o 8423.
O 8324 foi mobilizado em Estremoz, pelo Regimento de Cavalaria 3, e fazia comissão por Sanza Pombo passando também, pelo menos, por Quimiriamba e Massau, depois por Carmona, em datas que não sei precisar.
A eleição, no Quitexe, ocorreu nos primeiros dias de Dezembro de 1974 e a primeira reunião fora do BCAV. 8423 foi a 7 desse mesmo mês, no Comando do Sector do Uíge. Eleito da classe de sargentos foi o furriel António José Cruz - o mais velho de todos nós (nascido a 18 de Agosto de 1951) e eu, sem dar por ela, o segundo mais votado e dele suplente, por isso mesmo.
Não nos lembramos dos nomes dos eleitos das classes de oficiais e praças da CCS, nem dos eleitos das outras subunidades dos Cavaleiros do Norte. 

domingo, 15 de dezembro de 2024

Encontro da CCS será a 31 de Maio a 2025 e em Ferreira do Zêzere!

Os Cavaleiros do Norte da CCS em
Ferreira do Zêzere, a 29/05/2010

O alferes Garcia, o capitão Luz (com
a esposa) e o Aurélio (Barbeiro)


O encontro da CCS do BCAV. 8423 de 2025 será em Ferreira do Zêzere, a 31 de Maio.
Será um regresso ao chão natal do Aurélio da Conceição Godinho Júnior, o Barbeiro e atirador de Cavalaria do PELREC, que já em 2010 coorganizou o encontro desse ano, com o alferes Jaime Rodrigues Picão Ribeiro (dos sapadores) e o condutor Vicente José Alves (do parque-auto).
Encontro que se realizou na Estalagem do Lago, na albufeira de Castelo de Bode e a 29 de Maio desse ano de há 15 anos - o dia da partida, em 1974, para a nossa jornada africana do uíjano norte de Angola.
A malta da CCS «cavalgou» estradas fora, de norte e sul para o centro, para Ferreira do Zêzere, e aí se encontrou a perder-se de horas, desfiando saudades e momentos dos mais empolgantes e emocionantes da nossa comissão angolana. E, entre fortes abraços, quantas emoções embargaram vozes?!!! Quanta alegria encheu as nossas almas.
Foram recordados os companheiros que, já falecidos, enlutararam a família militar quitexana, em minuto de silêncio e emotiva salva de palmas em sua memória.
Quinteto do PELREC: o 1º. cabo Albino Ferreira
(falecido a 23/01/2017), os furriéis Viegas e Neto e
soldados Francisco António e Augusto Florêncio,
a 29/05/2010, em Ferreira do Zêzere


Vocês salvaram
muitas vidas!

O encontro foi tempo de emoções fartas e de leitura de mensagens que chegaram pelo telefone - do alferes José Alberto Almeida, dos furriéis António Lopes (enfermeiro) e José Pires (de transmissões) e dos soldados Francisco Madaleno e António Cabrita.
E lidas outras de quem não pôde estar: as do 2º. Comandante José Diogo da Mota e Silva Themudo, da filha do saudoso alferes António Manuel Garcia e de um cidadão angolano que foi refugiado no BC12, nos dias dramáticos de 1975.
«Vocês salvaram muitas vidas...», disse ele, o 
O furriel Viegas e o engº. Eugénio Silva,
a 24 de Setembro de 2019 e em Luanda
engº. Eugénio Silva, que tive o gosto de abraçar em Luanda, a 22 de Setembro de 2019 - quando, 44 anos depois, fui, em viagem de saudade, recordar os chãos da nossa jornada militar angolana.
Por mim, alegrou-me reencontrar três bravos «pelrec´s» que já não via desde 8 de Setembro de 1975: o Albino dosAnjos Ferreira (de fato e que veio a falecer de doença, a 23 de Janeiro de 2017, em Almargem do Bispo, Sintra), o Francisco Fernando Maria António e o Augusto Florêncio. 
Todos atiradores de Cavalaria, foram homens de nunca virar a cara, de nunca camuflarem medos, de sempre assumirem de corpo inteiro a missão que nos levou a Angola. O gosto que me deu foi maior por todos nos termos reconhecido.
«E daquela vez, ó Viegas?!!!!...» sorriu-se, de malancrice quase envergonhada, o bom do Francisco António, que foi sempre valente e forte, ante cada perigo que nos espreitasse - para nos falar de uma cena no bar/discoteca Diamante Negro, fazíamos nós de Polícia Militar em Carmona.
O encontro de Maio de 2010 foi um hino de companheirismo e de festa. E já com data marcada para 2011!!! E 2012!!! E por aí fora, até aos dias de hoje.
O encontro de 2025 será a 31 de Maio, em Dornes, ex-libris turístico de Ferreira do Zêzere.
Ponham a data nas vossas agendas.

- Há 51 anos: Oficiais milicianos nomeados para servir no BCAV. 8423 e em Angola!

Alferes milicianos do BCAV. 8423 à porta da messe de oficiais do Quitexe: Pedrosa de Oliveira, Jaime Ribeiro, 
António Albano Cruz, António ManuelGarcia e José Leonel Hermida (falecido a 16 de Janeiro de 2023, na
Figueira da Foz e de doença)


A Ordem de Serviço nº. 278/73, do Regimento de Cavalaria nº. 4 (RC4), aquartelado no Campo MiIitar de Santa Margarida, dava conta, a 15 de Dezembro de 1973 - há precisamente 51 anos!!!...- que «foram nomeados, por imposição, para prestar serviço na RMA» um grupo de futuros alferes milicianos do Regimento de Cavalaria 8423 (BCAV. 8423).
Quase todos quantos os oficiais milicianos que cumpririam a sua (e nossa) jornada africana do Uíge angolano. Ficavam por mobilizar os oficiais de reabastecimento e de transmissões. Quando a este, viria a ser o alferes miliciano José Leonel Pinto de Aragão Hermida. Quanto a reabastecimentos, viria a ser nomeado o alferes Gaspar José F. Carmo dos Reis, que, todavia e de acordo com o livro «História da Unidade», foi «considerado incapaz para o serviço militar».
Nunca o conhecemos, supostamente será de Carrazeda de Ansiães e foi substituído pelo alferes miliciano José Alberto Alegria Martins de Almeida, de Oliveira de Azeméis e agora em Albufeira, que acumularia com a «pasta» de oficial de justiça - e actualmente é professor aposentado, economista, arquitecto, empresário do sector da construção civil e Cônsul do Reino de Marrocos no Algarve.
Os 15 alferes milicianos então «nomeados por imposição para prestar serviço na RMA» destinaram-se a todas as 4 Companhias dos futuros Cavaleiros do Norte - do BCAV. 8423.
Alferes Jaime Ribeiro, Augusto Rodrigues
e José Alberto Almeida
Assim:

A CCS, companhia
do Quitexe!



- António Albano de Araújo de Sousa Cruz.
Engenheiro mecânico, então com 28 anos e comandante do Parque-Auto. Mora em Santo Tirso.
- António Manuel Garcia.
Oficial de Operações Especiais (Rangers), comandante do PELREC, de 22 anos, de Carrazeda de Ansiães. Faleceu a 2 de Novembro de 1979, vítima de acidente, era inspector da Polícia Judiciária.
- Jaime Rodrigues Picão Ribeiro.
 Engenheiro, de 24 anos e comandante do Pelotão de Sapadores. De Santo António, em Constância.
O alferes José AlbertoAlegria Martins Almeida, oficial de reabastecimentos, apresentou-se ma CCS em Junho de 1974 e já na vila do Quitexe.
Alferes Pedro Rosa, capitão Castro
Fias e alferesLains dos Santos

1ª. CCAV. 8423,
a de Zalala!

- Carlos João da Costa Sampaio.
Atirador de Cavalaria, de 22 anos. Morava na avenida 5 de Outubro, em Lisboa.
- José Manuel Lains dos Santos.
 Atirador de Cavalaria, de 23 anos. 
Morava na Rua dos Combatentes da Grande Guerra, em Almeirim. 
Morou em Cadafais, concelho de Alenquer, onde foi presidente da Junta de Freguesia. Supomos que mora(rá) em Coimbra.
- Mário Jorge de Sousa Correia de Sousa.
Oficial de Operações Especiais (Rangers), de 23 anos. Morava na Lavra, freguesia de Nossa Senhora de Fátima, em Lisboa. Residiu na região do Grande Porto e esteve emigrado no Luxemburgo. Faleceu a 21 de Janeiro de 2021, de doença e na cidade do Porto.
- Pedro Marques da Silva Rosa.
Atirador de Cavalaria, 22 anos. Do Bombarral, trabalha e reside em Palmela.
Alferes miliciano Carvalho, capitão Cruz e alferes
Cruz ePeriquito (de pé) e Capela em Aldeia Viçosa

2ª. CCAV, 8423, a
de Aldeia Viçosa!


- Domingos, Carvalho de Sousa.
Atirador de Cavalaria, de 22 anos. Natural e residente em Marrazes, de Leiria.
- João Carlos Lopes Periquito.
Atirador de Cavalaria, de 22 anos. De Santarém.
- João Francisco Pereira Machado.
Oficial de Operações Especiais (Rangers), de 22 anos. De S. Sebastião da Pedreira, em Lisboa, agora morador na Amadora.
- Jorge Manuel de Jesus Capela.
Atirador de Cavalaria, de 22 anos e da Rua Fernão Magalhães, em Lisboa. agora residente em Oeiras.
Alferes de Santa Isabel: Honório (médico), Simões,
Carlos Silva e Pedrosa de Oliveira com o capitão
José Paulo Fernandes

3ª. CAAV. 8423, a
de Santa Isabel!


- Augusto Rodrigues.
Oficial de Operações Especiais (Rangers), de 25 anos, de Vouzela e residente em Lisboa.
- Carlos Almeida e Silva. 
Atirador de Cavalaria, de 22 anos, do Beco, em Ferreira do Zêzere.
- Luís António Pedrosa de Oliveira. Atirador de Cavalaria, de 22 anos, natural e residente em Marrazes, de Leiria.
- Mário José Barros Simões, atirador de Cavalaria, de 22 anos, de Tomar e agora morador nas Caldas da Rainha.