CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

5 188 - O regresso à saudosa Angola, 44 anos depois da jornada africana do Uíge!


 

As duas primeiras páginas (de seis) da reportagem publicada no jorna «Sol», semanário
 nacional de Lisboa, sobre o regresso dos Cavaleiros do Norte a Angola

O furriel Viegas o e o engº. Eugénio Silva, um dos refugiados
do BC12, na primeira semana de Junho de 1975. Aqui,
em imagem de 28 de Setembro de 2019



O blogger apresentou-se no aeroporto internacional de Lisboa ao fim da tarde de 21 de Setembro de 2019, há um ano, com bilhete na mão e muita expectativa no bornal, para uma viagem aérea para Luanda. Para a Angola da nossa saudade e das muitas emoções da jornada que, por 15 meses, nos tornou actores do País novo quer nascia.
A viagem viria a ser reportada no jornal «Sol», semanário nacional de Lisboa, no dia1 de Fevereiro de 2020 e no suplemento «B.I.», numa reportagem de 6 páginas, intitulada «Redescobrindo Angola, 44 anos depois...», a um militar português dos tempos da descolonização foi rever os sítios onde nascia um país novo (Angola), num tempo de guerra sangrenta entre irmãos que combatiam pela independência.
Hoje, aqui lembramos um «cheiro» desse trabalho, prometendo continuá-lo nos próximos dias:
Jornal semanário «Sol»
«O cheiro de Luanda já me enche a alma quando, fora do aeroporto, faço memória do 30 de Maio de há 45 anos e ali pousei, então de farda vestida para servir as Forças Armadas Portuguesas na construção do País novo que ia nascer.
Estava em Angola, em jornada de saudade e, ainda no avião da TAP, olhando a baía luandina, já redescobrira os aromas desta terra enorme, já reachara os seus cheiros, a sua grandeza.
O meu caminho era para o Uíge, por onde, em 1974/75, fiz a minha jornada Angolana de África e esperam-me o Mário Ribeiro e o João Nogueira - que iriam ser companheiros de um tempo de18 dias a galgar o chão angolano e a reencontrar sítios onde, com orgulho, com garbo, muitos militares portugueses arriscaram a vida para garantir o processo de descolonização.
«Furriel Viegas?!...», perguntou-me, ao lado, um angolano, o engenheiro Eugénio Silva, que fez vida na prospeção de petróleos e que nos trágicos primeiros 6 dias de Junho de 1975 morava em Carmona, a actual cidade do Uíge, e foi um dos milhares de cidadãos uíjanos que a tropa portuguesa recolheu nas ruas da cidade e refugiou no quartel, salvando-os da matança que foram os dramáticos combates que regaram a cidade de sangue e de mortes». (continua amanhã)

Os Mosteias, pai e filho. Ambos
de nome Luís João, em 1974


O dia em que, por Angola,
o furriel Mosteias foi pai!

O furriel miliciano Mosteias, alentejano de Cabeção, em Mora, foi pai há 46 anos, era Cavaleiro do Norte da CCS, no Quitexe. Pai de um «puto»!
A novidade foi motivo de festa e de um banho de aleluias de alegrias. Também umas muito boas e excessivas disposições eno-gastronómicas! Não era todos os dias, na verdade, que um dos nossos era pai, era raro... - mesmo muito raro, raríssimo!!! -, e o facto foi boa razão para os Cavaleiros do Norte «endeusarem» o recém-papá e levá-lo em andor pela procissão das nossas vidas africanas. A ele, companheiro feliz e pai babadíssimo, mai-la sua Leonor (de Aragão), a mulher e mãe que não conhecíamos!
Muita brincadeira, da boa, da saudável e íntima, «alvejou» o nosso querido Luís Mosteias, por esses dias angolanos.
A vida avançou, foi o Mosteias pai de mais 2 rapazes, e há 7 anos o nosso Mosteias não resistiu a doença «filha da mãe», contra a qual heroicamente lutou, falecendo a 5 de Fevereiro de 2013, aos 61 anos!
Hoje, aqui o recordamos numa imagem de um momento de sua felicidade máxima: uma das primeiras vezes em que enlaçou o seu primogénito Luís João. Luís João, como ele. E o recordando com imensa saudade, fazendo memória de um dos dias mais felizes da sua vida.
Até um destes dias, grande Mosteias!
O monumento em Odivelas. Lá está
o nome de Joaquim Manuel D. Henriques


A morte, por doença,
do «Cruyff» de Zalala !

O soldado Joaquim Manuel Duarte Henriques, atirador de Cavalaria da mítica Zalala, faleceu a 21 de Setembro de 1974, vítima de doença. 
Popularizado como Cruyff, devido às suas parecenças físicas e futebolistícas com o famoso atleta holandês, era solteiro e filho de João Pedro Henriques e de Delfina da Conceição Duarte e natural de Odivelas, agora concelho mas ao tempo pertencente ao de Loures. Doente por Zalala, foi evacuado para o Quitexe e logo depois para Luanda, onde faleceu no Hospital Militar - a 21 de Setembro de 1974. 
Pouco sabemos deste nosso companheiro, o primeiro militar europeu do BCAV. 8423 a falecer em Angola, nenhum em combate. Apenas que há um movimento na cidade de Odivelas, dinamizado pelo antigo combatente José Marcelino Martins, que criou um monumento de homenagem e evocação os militares daquele concelho que faleceram na guerra colonial. O nome do nosso companheiro de Zalala está lá inscrito, como se vê na imagem.
A sua morte foi a segunda do BCAV. 8423, depois da de Bernardo Oliveira, da 3ª. CCAV., a de Santa Isabel, em Julho anterior e da incorporação local, vítima de acidente de viação. O seu corpo está sepultado no cemitério de Odivelas, de onde é natural. RIP!!!

domingo, 20 de setembro de 2020

5 187 - Trabalhadores do café do Uíge aliciados para fugirem aos contratos...


Furriéis Viegas e Pires (do Montijo) na sanzala do Talambanza, à saída (direita) do 
Quitexe, na Estrada do Café, que liga as cidades de Luanda e 
Carmona. Há 46 anos!
O 1º. cabo Rodolfo Tomás e a 
pocilga do BC12 em 1975 




O mês de Setembro de 1974 decorria tranquilo, pelas bandas uíjanas do Quitexe e Zona de Acção (ZA) dos Cavaleiros do Norte: Zalala, Aldeia Viçosa e Santa Isabel, onde, respetivamente, se aquartelavam a 1ª. CCAV. 8423, a 2ª. CCAV. 8423 e a 3ª. CCAV. 8423. A que se juntavam a CCAÇ. 209/RI 20 (a do Liberato) e a CCAÇ. 4145 (a de Vista Alegre).
Problema era o incremento «pelo IN e/ou por agitadores, propaganda aliciante dos trabalhadores das fazendas para fugirem ao contrato», como historia o livro «História da Unidade», acrescentando que tal «forçosamente trará reflexos no panorama económico do concelho». A questão, que Almeida e Brito, no LU, considerava «meramente administrativo», não tinha «ainda o significado (nem paralelismo) do existente em concelhos limítrofes, no entanto começa a tomar volume que se pode considerar elevado e que trará forçosamente reflexos negativos no bom andamento do processo regressivo da presença das tropas e da descolonização». Bem avisado deveria andar o comandante dos Cavaleiros do Norte.
Notícia do «Diário de Lisboa» de 20 de Setembro
de 1975 sobre a situação em Angola, h4 45 anos:
nferência em Campala e apreensão de um
avião português em Nova Lisboa

cd
a
Idi Amin, presidente
do Uganda e da OU
A

MPLA a consolidar posições e
UNITA a apreender avião portuguê

Um ano depois, o MPLA, a meia centena de dias da independência (11 de Novembro de 1975) anunciava «a consolidação das posições obtidas anteriormente, assim como uma tentativa de reorganização das forças invasoras, em consequência dos desaires sofridos ultimamente».
O comunicado do MPLA dava conta de «uma estabilização das linhas ocupadas, tanto pelas FAPLA´s como pelo exército invasor, sendo que a terra de ninguém se situava mais ou menos na zona do Tabi, entre os Libongos e Ambriz».
O MPLA dizia controlar Cabinda (onde «a situação é de calma absoluta»), a frente leste (com Malanje, Lunda e Moxico, «na sua quase totalidade sob controlo das FAPLA´s») e a frente Sul (províncias da Huíla, Cunene e Moçâmedes, que era «a que se tem mostrado mais calma, do ponto  e vista militar»). No entanto, havia «linhas de disputa em Malanje», com algumas acções militares a norte da zona de Marimba; Caconda (a norte) e Matala (a leste) eram «linhas de separação entre as FAPLA e as forças mistas do imperialismo». Mais a sul. não havia incidentes «embora continue a verificar-se a presença de forças sul-africanas na área da barragem de Ruacaná».

 
O dia 20 de Setembro de 1975 foi tempo, igualmente, para a notícia da apreensão, pela UNITA e em Nova Lisboa, de um avião da Força Aérea Portuguesa (que ali se deslocara para evacuar pessoa civil da Companhia Mineira do Lobito) e do convite de Idi Amin Dada (presidente do Uganda e da OUA) para uma reunião entre os três movimentos de libertação - «face à situação de guerra civil que se vive em Angola».





sábado, 19 de setembro de 2020

5 186 - PILHAGENS NOS ITINERÁRIOS UÍJANOS, PRINCIPALMENTE ENTRE O QUITEXE E ALDEIA VIÇOSA!

 

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O Quitexe. À esquerda, as casernas do PELREC (a primeira) e dos sapadores. O
edifício do comando é o que fica na esquina da avenida. Vê-se, à sua es-
 querda, a porta d´armas, já ligeiramente diferente no tempo dos Cavaleiros
do Norte. Estes edifícios já não existem!

A notícia da chegada a FNLA a Luanda.
Há 46 anos, em Setembro de 1974!

Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 continuavam, aos dias 18 de Outubro de 1974,  em jornada militar pelas terra do Uíge angolano.
O tempo de há
 46 anos não era de tranquilidade e as crónicas do tempo registavam «pilhagens aos utentes dos itinerários, especialmente no troço compreendido entre o Quitexe e Aldeia Viçosa».

Pilhagens da responsabilidade de guerrilheiros da FNLA, como acentua o livro «História da Unidade», e pela zona de acção do Quitexe e quando se «procurava contrariar esta acção de banditismo com o lançamento de patrulhamentos inopinados». Ao tempo, preocupava-nos acentuadamente o comportamento dos homens da FNLA que, e de novo cito o livro «HdU», «à aproximação das NT, se furta(vam) ao contacto» - razão por que «consequentemente não se evita a acção já realizada ou a realizar, pois a presença das NT não é, e não pode ser, contínua». 

A FNLA era a mesma que, no mesmo dia, anunciava que se ia instalar na capital de Angola. Era, como se lê no recorte do jornal de faz hoje 45 anos, «o primeiro dos três movimentos emancipalistas de Angola a abrir escritório em Luanda». Sonhava-se, então, com a formação de «uma frente unida entre a FNLA, o MPLA e a UNITA». Não viria a ser assim, como se sabe!

Carlos Ferreira

Ferreira da CCS, 68
anos em Santarém !

O soldado Ferreira foi cozinheiro da CCS, a Companhia dos Cavaleiros do Norte do Quitexe, e festeja 68 anos a 19 de Setembro de 2020.
Carlos Alberto da Piedade Ferreira, é este o seu nome completo, regressou a Portugal a 8 de Setembro de 1975 e fez carreira profissional como motorista do Hospital Distrital de Santarém. Já aposentado, mora em Achede nos arredores da cidade escalabaitana, e foi o organizador do encontro da CCS de 2018. Parabéns!

Francisco Pisco


Pisco de Aldeia Viçosa,
67 anos em Loures !

O 1º. cabo Pisco, atirador de Cavalaria da 2º. CCAV. 8423, festeja 68 anos a 19 de Setembro de 2020.
Cavaleiro do Norte de Aldeia Viçosa, Francisco de Jesus Pisco regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, fixando-se em Dáspera, lugar da freguesia de Alvito da Beira, concelho de Proença-a-Nova - a sua terra natal. Mora agora em Vale de Figueira, na freguesia de S. João da Talha, município de Loures, para onde vai o nosso abraço de parabéns!

sexta-feira, 18 de setembro de 2020

5 185 - Cavaleiros do Norte em Portugal e, em Angola, MPLA a pressionar a norte e a sul!

Combatentes da FNLA e do MPLA, num tempo, entre Março e Julho de 1975, que faziam
patrulhamentos mistos com os Cavaleiros do Norte e, integrados nas Forças Militares Mistas,
em Carmona, recebiam formação militar para formar o Exército Nacional de Angola

Alferes milicianos do BCAV. 8423 à porta da Messe de
 Oficiais do Quitexe: Pedrosa de Oliveira, Jaime Ribeiro,
António Albano Cruz, António Manuel Garcia (falecido
 a 2 de Novembro de 1979) e José Leonel Hermida


Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, voltados aos seus chãos natais, faziam, pelos dias de há 45 anos, a sua debutância no país novo - o Portugal que 15 meses antes tinha deixado em fervuras revolucionárias.
O MPLA, por esse tempo e com o dia 11 de Novembro (o da independência de Angola) cada vez mais próximo, pressionava a norte e sul, para combater as forças da FNLA (nas províncias do Uíge e Zaire) e da UNITA (em Nova Lisboa, Silva Porto e Serpa Pinto).
A 52 dias de distância, as FAPLA (exército do movimento de Agostinho Neto) controlava, 121 das 16 províncias angolanas, embora, de acordo com o Diário de Lisboa, os seus dirigentes não deixassem de «manifestar preocupações especialmente no que respeita à situação do Norte».
Na verdade e para o MPLA, «seja qual for a posição das forças rivais no terreno, à data da independência, ficará sempre à FNLA a possibilidade de declarar independentes de Angola as províncias do Uíge e Zaire, dando nascimento a um novo Biafra».
O presidente Agostinho Neto, de resto, manifestou essa mesma preocupação numa entrevista ao enviado especial da France Press. «Estamos firmemente dispostos a resistir a todas as tentativas do imperialismo atacar o nosso país», disse o líder do MPLA, acrescentando que «não temos medo».
Coronel José 
Diogo Themudo

Capitão Themudo, 
79 anos em Lisboa!

O agora coronel aposentado Themudo, 2º. comandante do BCAV. 8423, comemora 79 anos a 19 de Setembro de 2020!
José Diogo da Mota e Silva Themudo chegou a Carmona em Março de 1975, convidado pelo comandante Almeida e Brito para exercer aquelas funções - vagas desde a partida dos Cavaleiros do Norte para Angola, por «desvio» do major Ornelas Monteiro para a Guiné.
O capitão Themudo foi mobilizado para Angola mas para uma companhia entretanto desactivada. A sua carreira militar continuou em Portugal, atingindo a patente de coronel. Comandou um dos Regimentos de Cavalaria da GNR -  entre a Ajuda e Estefânia, com esquadrões motorizado  dois a cavalo -, e brigadas de trânsito. Também comandou a PSP de Santarém (durante 5 anos) e foi 2º. comandante da Regimento de Cavalaria de Santa Margarida, o antigo RC4 - a unidade mobilizadora do BCAV. 8423, em finais de 1973.
Aposentou-se aos 57 anos, em 1998, e mora em Lisboa, onde se dedica a actividades equestre e para onde vai o nosso abraço de parabéns!
João Leirinhas

Leirinhas de Zalala, 
68 anos em Gaia !

O soidado João Ramos Leirinhas, combatente da mítica Fazenda de Zalala, festeja 68 anos a 18 de Setembro de 2020. 
Atirador de Cavalaria da 1ª. CCAV. 8423, integrando o 1º. Grupo de Combate, comandado pelo alferes miliciano Mário Jorge de Sousa, regressou a Portugal e a Canidelo (Vila Nova de Gaia) no dia 9 de Setembro de 1975.
Ainda por lá reside, já aposentado, e é habitual participante dos encontros dos Cavaleiros do Norte de Zalala. Parabéns!

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

5 184 - Contra-subversão no Quitexe! MPLA a preparar ataque a Carmona e Ambriz!

Cavaleiros do Norte da CCC, todos milicianos. Da esquerda para a direita, Rocha, Fonseca,
 Viegas, Belo (de óculos), Ribeiro e Pires (TRMS), etc-Da direita para a esquerda, Monteiro,
Pires (sapador) e Machado (de cigarro na boca) e o o soldado Lajes 

Furriéis milicianos da 3ª. CCAV. 8423 a de Santa Isabel:
 Fernandes, Victor Guedes (falecido a 16 de Abril de
 1998, de doença e em Lisboa), Querido e Belo


O dia 17 de Setembro de 1974, há 46 anos, foi tempo de o comandante Almeida e Brito reunir a Comissão Local de Contra-Subversão (CLCS) do Quitexe, para analisar a situação política e militar da Zona de Acção (ZA)( dos Cavaleiros do Norte.

Comandante Almeida e Brito
Almeida e Brito, tenente-coronel de Cavalaria, era o comandante do BCAV. 8423 e, ao tempo, «o IN e/ou agitadores», de acordo com o livro «História da Unidade», começaram «incrementar
propaganda aliciante dos trabalhadores das fazendas para fugirem a contrato»,
 o que, concluía «HdU», «forçosamente trará reflexos no panorama económico do concelho»
O problema nem era militar, valha a verdade, era «meramente administrativo» e, por outro lado, ainda de acordo com o 'HdU», «não tem (teve) ainda o significado, nem paralelismo, do existente nos concelhos limítrofes». No entanto, «começa a tomar volume que se pode considerar elevado e que terá, forçosamente, reflexos negativos no bom andamento do processo regressivo da presença das tropas e da descolonização».
Bem «avisado» andava o comandante Almeida e Brito.

Holden Roberto no Ambriz, notícia do Diário
de Lisboa de 17 de Setembro de 1975

MPLA a preparar ataque
a Carmona e Ambriz!

Um ano depois, com os Cavaleiros do Norte com missão terminada e já nas suas terras e com as suas famílias, relatava o Diário de Lisboa de 17 de Setembro que «mantém-se calma a situação nas frentes de combate angolanas». Acrescentava o vespertino da capital portuguesa que «desde o fim de semana que não se assinalam confrontos relevantes entre os três movimentos». Só que, admitia o jornal, «esta calma poderá corresponder a uma reorganização militar dos diversos campos, antecedendo novas batalhas».
As agências internacionais admitiam como «provável que o MPLA esteja presentemente a reagrupar as suas forças para uma grande ofensiva na frente norte, contra Ambriz e Carmona os grandes bastiões da FNLA».
Ambriz, onde supostamente estaria o presidente da FNLA, Holden Roberto - a comandar pessoalmente as suas forças. Carmona, a capital do Uíge de onde os Cavaleiros do Norte saíram a 4 de Agosto desse ano de 1975. Há 42!
A FNLA, de acordo com a notícia do Diário de Lisboa de 17 de Setembro de 1975, «encontra(va)-se isolada e com grandes dificuldades de reabastecimento, dado que as principais vias utilizadas para o efeito estão sob o controlo do MPLA». Em Luanda, reportava o Diário de Lisboa, «a calma é total».

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

5 183 - Permanentes patrulhamentos e operações stop. Férias por toda a Angola!





Cavaleiros do Norte no Quitexe, num momento de descontracção musical: os furriéis milicianos  Peixoto,
Neto e Viegas (de óculos). Era a fingir,pois nenhum deles tocava o qualquer instrumento que fosse...
Henrique Esgueira, à esquerda, condutor
  da CCS, com dois Cavaleiros do Norte.
Quem os reconhece?

A 16 de Setembro de 1974, mais dia menos dia de há 46 anos, a 1ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Maria João, a de Zalala, recebeu três reforços, oriundos dos Grupos de Mesclagem: Pedro Gila, Justino Nambu e Pena C. Messa. Todos do Regimento de Infantaria 20 (RI20), de Luanda.
Os Cavaleiros do Norte, por esse tempo, continuavam com «permanentes patrulhamentos na ZA, nomeadamente nos pontos críticos em redor dos centros urbanos e aquartelamentos», assim como, refere o Livro da Unidade, «às diversas fazendas».
O livro «História da Unidade», de resto, sublinha que «mereceu também a maior atenção a garantia de liberdade de trânsito em todos os itinerários, com maior incidência para o itinerário entre o Quitexe e Carmona». Para tal e «para além de aumentar o número de patrulhamentos realizados, variando-os  no tempo e no espaço, passaram a ser diariamente executadas operações «stop», com vista a efectivar o controlo de  passageiros e de mercadorias em trânsito, destas nomeadamente armamento e munições».
O furriel Viegas e o (seu) amigo
Albano Resende na ilha de Luanda

Férias por toda

a Angola!

O mês de Setembro de 1974 foi tempo para férias angolanas do blogger, que as passou por Luanda, Gabela, Novo Redondo, Nova Lisboa (actual Huambo), Sá da Bandeira (Lubango) e Moçâmedes, Silva Porto, Lobito e Benguela, por aí fora..., visitando familiares e amigos/conterrâneos.
Foram semanas magníficas, não só pelo conforto do encontro com toda essa gente mais próxima e íntima, como pela descoberta da imensa e enfeitiçante Angola, viajando de avião de automóvel, de autocarro, à boleia e de comboio. 
Quem dera lá poder voltar!!! E não é que voltei?! Exactamente entre 20 de Setembro de 8 de Outubro de 2019, lá voltei a estas enfeitiçantes terras de Angola, em 6 204 quilómetros de viagem que nos levaram aos mesmos chãos e cheiros da saudosa Angola!
A Estrada do Café, que liga Luanda a Carmo-
na, actual cidade do Uíge, na saída do Qui-
 
texe para a capital provincial. Repare-se
 nos modernos candeeiros de iluminação. A
imagem (apanhada na net) é de 2012 

Patrulhas permanentes
 e operações «stop»


Um ano depois, a 16 de Setembro de 1975, uma terça-feira de há precisamente 45 anos, «a calma é (era) total em Luanda», cidade controlada pelo MPLA e onde se confirmava que «o êxodo da população branca há várias dias que vem enfraquecendo».
A véspera fôra tempo de o representante da UTA ser surpreendido, segundo o relato do Diário de Lisboa, por «não encontrar qualquer passageiro para o voo diário fretado pelo Governo Francês, com destino a Lisboa». Um Boeing 707 da Força Aérea Alemã e um Liunchym da Alemanha de Leste «tinham embarcado os desalojados inscritos nos seus voos».
O dia 15 foi também tempo para se iniciarem «os voos directos para o Porto», devido ao congestionamento do aeroporto de Lisboa e evacuando desalojados de Angola. Lá chegou um avião da TAP com 160 passageiros, logo levados para a Fábrica de Conservas Serrano, em Matosinhos, «onde lhe foram prestados os primeiros serviços de assistência»A FNLA estava limitada aos seus bastiões do norte: Ambriz e Carmona. A «nossa» Carmona! A actual cidade do Uíge!

terça-feira, 15 de setembro de 2020

5 182 - A ofensiva do MPLA para Ambriz e Carmona! Encontro de Spínola com Mobutu!

Cavaleiros do Norte do PELREC da CCS do BCAV. 8423. no Quitexe. De pé, José Neves (?),
Francisco Madaleno, Raúl Caixarias e João Marcos. Em baixo, os 1ºs cabos NN (quem é?),
Augusto Hipólito e João Pinto
Américo Gaiteiro e Alípio Canhoto Pereira,
condutores auto-rodas da CCS dos Cavaleiros
do Norte do BCAV. 8423, no Quitexe
Vila do Quitexe


A atenção dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, aos dias 15 de Setembro de 1975, uma segunda feira de há 45 anos e uma semana depois da sua chegada a Portugal, continuava concentrada na actualidade política e militar angolana.
«A ofensiva do MPLA insere-se na progressão das suas forças em direcção a Ambriz e Carmona», reportava o Diário de Lisboa dessa tarde, lido com ansiedade por terras de Águeda. Ambriz no litoral norte, Carmona no norte interior, a capital do Uíge, província por onde jornadearam os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423.
O BCAV. 8423 já estava todo em Portugal, voado de Luanda em aviões do Transportes Aéreos Militares (TAM), em 4 levas: a de o 8 de Setembro (com a CCS, a companhia do Quitexe e do capitão António Oliveira), a 9 (a 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala e do capitão Castro Dias), a 10 (a 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa e do capitão José Manue Cruz) e a 11 (a 3ª. CCAV. 8423, a da Fazenda Santa Isabel e do capitão José Paulo Fernandes).
O plano de expulsão da FNLA começara antes e passara já pela sua retirada de Luanda e de Barra do Dande. Mais próximos do Uíge,  tinham sido os combates de perto das Quedas do Duque de Bragança, de onde foram, em debandada, os combatentes da FNLA.
Notícia do Diário de Lisboa  sobre o encontro 
dos Presidentes Mobutu e Spínola


Encontro do Sal entre
Spínola e Mobutu

Um ano antes, no dia 14 de Setembro de 1974, o Presidente da República António Spínola reuniu com o Presidente do Zaire (Mobutu Sese Seko), na ilha do Sal (Cabo Verde), para analisar a situação de Angola.
O Partido Cristão Democrático de Angola (PCDA), em comunicado publicado na primeira página do jornal «A Província de Angola», em Luanda, «deplora(va) que as conversações tenham decorrido sem prévio conhecimentos dos partidos e rodeadas de sigilo, o que significa, em linguagem simples, serem todos ou parte dos agrupamentos políticos de Angola excluídos do conhecimento do conteúdo dessas negociações».
O PCDA era um partido emergente do 25 de Abril e reafirmou que «a solução dos problemas políticos angolanos incumbe unicamente à população de Angola, por intermédio dos seus partidos políticos».
Carlos Carvalho

Carvalho de Santa Isabel, 
66 anos na Mealhada !

O soldado Carlos Alberto Baptista de Carvalho, atirador de Cavalaria da 3ª. CCAV. 8423, a do capitão miliciano José Paulo Fernandes, festeja 68 anos a 15 de Setembro de 2020.
Natural e então e actualmente residente na Rua Velha da Escola, na freguesia do Barcouço, do bairradino concelho da Mealhada, integrava os Cavaleiros do Norte da Fazenda Santa Isabel - e depois da vila do Quitexe e da cidade Carmona (actual Uíge) -, e foi o organizador do encontro de 2018. Para ele vai o nosso abraço de parabéns! 

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

5 181 - A Angola quase independente de há 45 anos! O êxodo dos portugueses!

Grupo de furriéis milicianos do BCAV. 8423, aqui na entrada da messe de sargentos do Quitexe:
 Viegas. José Carvalho, Francisco Bento, António Flora, Luís Capitão (falecido a 5 de Janeiro de 2010,
em Ourém) e Nelson Rocha. À frente e sentados, Delmiro Ribeiro, Armindo Reino, Grenha Lopes
 e «barman» Carlos Lajes 

Cozinheiros da messe de sargentos da CCS,
no Quitexe: 1º. cabo Almeida, Rebelo e Duarte

Há 45 anos e quase uma semana depois da chegada da CCS do BCAV. 8423 a Portugal, aos dias 14 de Setembro de 1975 e por terras de Angola, continuava «a ofensiva do MPLA, simultâneamente em duas frentes»
A sul, contra a as Forças Armadas de Libertação de Angola (as FALA, da UNITA de Jonas Savimbi), a norte, frente ao Exército de Libertação Nacional de Angola (o ELNA da FNLA de Holden Roberto).
Os Cavaleiros do Norte já estavam em Portugal, de regresso aos seus chãos e ao conforto das suas famílias, mas, naturalmente, continuavam expectantes quanto a tudo o que se passava pelos sítios da sua jornada africana do Uíge angolano, principalmente por Carmona - a capital da província do Uíge -, de onde tinham saído a 4 de Agosto imediatamente anterior, o de há 43 anos.
«As forças do MPLA e da FNLA defrontaram-se perto da cidade de Duque de Bragança», reportava  o Diário de Lisboa do tempo, acrescentando que, citando um comunicado oficial do movimento de Agostinho Neto, «as forças rivais bateram em retirada, prosseguindo agora o avanço das suas forças em direcção aquela cidade».
Continuava, por essa altura, o êxodo de portugueses para Lisboa, fugindo à guerra civil angolana, mas, segundo Pierre Cayrol, enviado especial da France Press, a saída estava em «nítido abrandamento».
Artur Gameiro,
clarim de A Viçosa

Gameiro de A. Viçosa, 68
anos em Cercal de Ourém!

Artur Mendes Gameiro, soldado clarim da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa, festeja 68 anos a 14 de Setembro de 2020.
Natural do lugar do Cercal, da freguesia de Espite, no concelho de (Vila Nova de) Ourém, lá voltou a 10 de Setembro de 1975, no final da sua jornada angolana do Uíge africano - ao fim de 15 longos e vividos meses. 
Ainda lá vive, tanto quanto sabemos, e para ele vão as nossas felicitações pela bonita idade que hoje festeja, certamente com familiares e amigos!
Joaquim Duarte,
cozinheiro CCS

Duarte, o cozinheiro, 68
anos em Castelo Branco!

O soldado Joaquim da Ressurreição Duarte, da CCS do BCAV. 8423, na vila uíjana do Quitexe, festeja 68 anos a 14 de Setembro de 2020, em Castelo Branco.
Cavaleiro do Norte com a especialidade de cozinheiro, é natural de Almaceda, em Castelo Branco, e lá voltou a 8 de Setembro de 1975, há 45 anos. Vive agora no Lote 19 da Rua do Proença, na mesma cidade albicastrense. Para lá, e para ele, vai o nosso amigo e grande abraço de parabéns! 

domingo, 13 de setembro de 2020

5 180 - Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV., a de Zalala, em encontro em Monção

Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, ontem em Monção. Da esquerda para a direita,
1º. cabo Temporão Campos, Horácio Carneiro e Manuel Maia, António Barroso, João Silva (de bigode)
e António Agra (de azul). 45 anos depois de Angola!
Furriéis milicianos Plácido Queirós
e Mota Viana, o organizador!
1ª. CCAV. 8423

Um grupo de Cavaleiros do Norte da 1ª. CCAV. 8423, a de Zalala, esteve ontem em Monção, a comemorar os 45 anos do regresso de Angola. Que aconteceu a 9 de Setembro de 1975.
O evento decorreu no restaurante D. Maria, do Hotel D. Afonso que
Furriel Manuel Pinto
nada mais nada menos, são do então 1º. cabo cozinheiro José Manuel Temporão Campos. Os cuidados anti-covídicos condicionaram a participação dos «zalala´s», que ficou muito limitado ao Núcleo do Norte, que, entusiasticamente, fez memórias dos 15 meses em que, na flor da juventude e sem medos, jornadearam por terras do Uíge, no norte de Angola: pela Fazenda Maria João (a de Zalala), por Vista Alegre e Ponte do Dange, Songo e Carmona - antes  de, a 4 de Agosto e até 9 de Setembro de 1975, ainda «estagiarem» no Batalhão de Intendência de Angola (BIA), situado no Campo Militar do Grafanil, arredores de Luanda -antecipando o regresso a Portugal.
«Os nossos encontros são todos revestidos de máxima segurança... A maioria já leva «airbag´s» prontinhos a disparar, em caso de qualquer emergência», ironizou o furriel Manuel Pinto, «Ranger» de especialidade e um dos participantes.
José M. Costa

Costa, furriel da 2ª. CCAV.,

68 anos em Matosinhos !

O furriel miliciano José Manuel Cerqueira da Costa, da 2ª. CCAV. 8423, festeja 68 anos a 13 de Setembro de 2020.

Atirador de Cavalaria e Cavaleiro do Norte de Aldeia Viçosa, também passou por Carmona e regressou a Portugal no dia 10 de Setembro de 1975, há 45 anos, e fixou-se em Custóias, sua terra natal do município de Matosinhos. 
Fez carreira profissional como técnico comercial da área dos adubos e fertilizantes e, agora já aposentado, mora em Santa Cruz do Bispo, no mesmo município do distrito do Porto. Parabéns!
J. Messejana

Messejana, do PELREC
da CCS faria 67 anos !

O soldado Messejana, atirador de Cavalaria da CCS, faria 68 anos a 13 de Setembro de 2020. Faleceu a 27 de Novembro de 2009!

 João Manuel Pires Messejana foi Cavaleiro do Norte do PELREC, no Quitexe, e combatente discreto e sempre cumpridor, regressando a Portugal no dia 8 de Setembro de 1975, à Rua Augusto Machado, em Lisboa. Por lá viveu, julgamos que exerceu actividade profissional como agente policial (que terá abandonado) e faleceu de doença há quase 11 anos. Hoje o recordamos com saudade. RIP!!! 

sábado, 12 de setembro de 2020

5 179 - O louvor da Região Militar de Angola aos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423!

O comandante do CCAV. 8423, tenente-coronel Almeida e Brito (segundo a contar da direita), ladeado
 pelo furriel José Fernando Melo e alferes Jorge Capela e João Machado, e, à direita, o capitão
José Manuel Cruz, comandante da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa
O louvor da RMA ao BCAV.
8423 (clicar para ampliar)
BCAV. 8423

Os Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, há 45 anos chegados de Angola, adaptaram-se ao Portugal novo que encontraram, o melhor que puderem e souberam, após os seus 15 meses de missão por terras do Uíge e que mereceu louvor da Região Militar de Angola.
O louvor foi proposto pelo brigadeiro comandante do Comando Territorial de Carmona e publicado na Ordem de Serviço nº. 68, da RMA, datado de 26 de Agosto de 1975 e assinado pelo general Comandante da Região Militar de Angola (RMA).  
Nomeadamente, sublinha «uma grande determinação, uma constante vontade de bem cumprir, um elevado espírito de disciplina e uma noção perfeita de como uma Unidade se deve adaptar às tarefas que haja que executar, de perfeita harmonia com as determinações dos seus superiores hierárquicos». 
Trio de alferes milicianos do BCAV. 8423: Jaime
Ribeiro (sapador), Augusto Rodrigues (Rangers)
 e José Alberto Almeida (reabastecimentos)

Admiração e respeito
pelos Cavaleiros do Norte

O louvor enfatiza que «da sua acção muito beneficiaram as populações locais, de todas as etnias, pois pelo justo e adequado tratamento das missões que cumpriu resultaram, além das características já referidas, a aplicação de um espírito humanitário que o guindou a posição de grande admiração e respeito pela forma como conseguiu, em atitude de perfeita isenção, proteger todos os que às suas instalações se acolheram e posteriormente manter a mesma atitude para, finalmente, cumprir com brilhantismo uma da que certamente foi a mais delicada e difícil tarefa».
O louvor conclui:
«Da acção de todas as suas Praças, Sargentos e Oficiais se fica a dever, tanto na área do Quitexe como na de Carmona, o estabelecimento de um clima de segurança efectiva, pelo que é com a maior justiça que, em simples louvor, se leva ao conhecimento de todos a forma como o BCAV. cumpriu a sua missão, dentro do maior espírito de disciplina, evidenciando qualidades hoje já muito raras, constituindo-se, assim, como uma Unidade que, mercê da acção do Comando e seus graduados, nunca conheceu a chamada crise de disciplina, cumprindo exemplarmente todas as tarefas de que foi incumbido, grande parte dela em período sensível do processo de descolonização de Angola».


Armando Gonçalves
dos Santos (?)
Santos condutor da CCS,
68 anos na Guarda!

O soldado condutor Santos, da CCS do BCAV. 8423, a da vila do Quitexe, festeja 68 anos a 13 de Setembro de 2020, nos arredores da cidade da Guarda.
Armando Monteiro dos Santos (na foto?, alguem pode confirmar?) residia ao tempo em Guilhafonso, lugar da freguesia de Pera do Moço, concelho de Guarda, e lá regressou a 8 de Setembro de 1975. 

O mais que sabemos dele é pouco. Apenas que actualmente residirá na Quinta dos Bentos, Bairro do Chalé, na mesma cidade egitaniense, para lá «viajando» o nosso abraço de parabéns!
Entrada do quartel de Aldeia
Viçosa - a 2ª. CCAV. 8423 

Botelho de A. Viçosa,
68 anos em Lisboa !

Belarmino da Conceição da Silva Botelho foi soldado cozinheiro da 2ª. CCAV. 8423, a de Aldeia Viçosa,

e faz 68 anos a 13 de Setembro de 2020.
Natural do lugar de Mós, em Ferreirim, concelho de Lamego, lá regressou a 10 de Setembro de 1975. Foi louvado por proposta do comandante José Manuel Cruz, sublinhando «a maneira dedicada e eficiente como desempenhou os serviços da sua especialidade».
«Torneando todas as dificuldades encontradas e superando com o seu muito interesse os escassos meios de que dispunha, conseguiu ver o seu trabalho ser apreciado, com o que muito contribuiu para a manutenção da melhoria do bem-estar dos seus camaradas», conclui o louvor, publicado na Ordem de Serviço nº. 169 do BCAV. 8423.
Sabemos que actualmente mora na Rua Brunilde Júdice, em Lisboa.