CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

- Ano 2023, há 3 anos: A morte do alferes miliciano José Leonel Hermida!

Alferes milicianos dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423, no Quitexe: Pedrosa de Oliveira, Jaime
Ribeiro, António Albano Cruz, António Manuel Garcia (falecido a 2 de Novembro de 12979) e José
 Leonel Hermida - que faleceu a 16 de Janeiro de 2013, nos Hospitais da Universidade de Coimbra

Equipa de Transmissões do Quitexe: Costa, furriel Pires, alferes Hermida, os
1ºs. cabos Oliveira e Mendes (de pé), Zambujo, Couto e 1ºs. cabos
Salgueiro e Felicíssimo


O alferes miliciano José Leonel Pinto deAragão Hermida foi  Cavaleiro do Norte da CCS do BCAV. 8423 e faleceu a 16 de Janeiro de 2013, há 3 anos e vítima de doença, nos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Aos 76 anos de idade!
«Foi tudo muito rápido, em dois meses, começou com uma dor nas costas em Outubro, cuidou-se no Hospital da Figueira da Foz, passou o Natal e ano novo connosco, passou para Coimbra», disse-nos a dra. Graciete Hermida, que o acompanhou na nossa jornada africana do Uíge angolano e que ao princípio da tarde de há 3 anos, foi oficialmente informada do seu passamento, no Hospital da Universidade de Coimbra.
 
Natural de Coimbra, o alferes Hermida lá nasceu a 28 de Novembro de 1946, de família materna originária de Castro Daire - os Aragão.
Licenciou-se em engenharia electrónica e foi professor de matemática e física, radicando-se na Figueira da Foz - onde vivia com a esposa, a dra. Graciete Marques, também professora e pais da doutora Margarida Dulce Hermida, que foi (é) investigadora de biologia na Universidade de Universidade de Brighton, no Reino Unido.
«Ainda ontem se despediu do pai, antes de voltar para a Universidade, falou com ele, como que se despediram...», disse-nos a dra. Graciete Marques, há 3 anos e em dor de luto pelo passamento do homem e amor grande da sua vida: «Nunca teve uma dor, queixou-se das costas em Outubro, foi-lhe diagnosticada uma hérnia e umas sombras, deixa-nos 2 meses depois».
Internado nos Hospitais da Universidade de Coimbra, esteve em tratamento de diálise e teve uma paragem cárdio-respiratórtia do final da manhã de 16 de Janeiro de 2023.
O casal Hermida com o furriel Viegas,
na Figueira da Foz, Fevereiro de 2015

Um (re)encontro na
Figueira da Foz !

Aos 21 dias de Fevereiro de 2015, dois Cavaleiros do Norte reencontraram-se, depois do adeus do Quitexe, no de 1975: o alferes Hermida e o furriel Viegas. 
Aí estão eles, na imagem ao lado, com a «mais-que-tudo» do nosso antigo oficial de transmissões. 
Ao tempo, há 40 anos que se não viam e selaram o reencontro com fartos abraços e muita conversa das memórias quitexanas!
O alferes Hermida foi um dos jovens oficiais milicianos que, na nossa jornada africana do Uíge angolano, se acompanharam das suas jovens esposas. No caso, a professora Graciete, que deu aulas na escola primária da vila.
Ao mês de Fevereiro de 1975, o alferes Hermida deixou o Quitexe, passou pelo Songo, foi parar a Luanda e seguiu para Nova Lisboa, capital do Huambo, onde conheceu (e sentiu) os perigos da metralha que lá tragicamente opôs irmãos angolanos. De lá, de onde Graciete Hermida saiu num avião, à pressa, com famílias de outros oficiais, viajou o jovem alferes miliciano para sítio bem pior: o Luso!
Os dias do leste angolano não foram nada fáceis para a guarnição portuguesa, lá «entalada» entre fogos de irmãos angolanos que se fizeram inimigos, na luta pelo poder do país que nascia.
«Foram tempos muito maus, mas inesquecíveis, com coisas e coragens que só a idade permite», disse-nos oalferes Hermida, há 11 anos e na sua casa da Figueira da Foz, embrulhando a saudade desses tempos com o gosto e a alegria do prazeroso momento do reencontro.
- NOTA: O alferes miliciano José Leonel Hermida, ver AQUI

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