CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

sábado, 17 de janeiro de 2026

- Há 51 anos: Incêndio na arrecadação de material de guerra e residências dos alferes do Quitexe!

O edifício da arrecadação de material de guerra do Quitexe sofreu um incêndio ao princípio da noite de 17 de Janeiro de
1975,  há 51 anos e foi imediatamente evacuado. Na imagem, vê-se, à direita, o capitão António Oliveira, ocomandante da
 CCS do BCAV.8423. Sentado, está o 1º. cabo Alfredo Coelho (Buraquinho)
 

As labaredas eram bem visíveis. Temeu-se o rebentamento
do material de guerra, o que poderia ser uma... tragédia
A noite quitexana de há 51 anos - dia 17 de Janeiro de 1975 - poderia ter sido trágica na vila do Quitexe, por causa de um incêndio que deflagrou no edifício residencial dos oficiais milicianos e da arrecadação de material de guerra do BCAV. 8423
Temeu-se o pior!
O edifício fica(va) à face da Estrada do Café (a que ainda hoje liga as cidades de Luanda a 
Carmona, agora Uíge) e incluía os quartos dos alferes milicianos Jaime Ribeiro e António Garcia, para além de alguns praças - incluindo os quarteleiros - e o alarme rapidamente reclamou os Cavaleiros do Norte para o combate às chamas. Solidários e corajosos, apesar dos poucos meios disponíveis!
Os 3 bombeiros que acorreram ao incêndio da
arrecadação de material de guerra do Quitexe
Carmona, agora Uíge) e incluía os quartos dos alferes milicianos Jaime Ribeiro e António Garcia, para além de alguns praças - incluindo os quarteleiros - e o alarme rapidamente reclamou os Cavaleiros do Norte para o combate às chamas. Solidários e corajosos, apesar dos poucos meios disponíveis!

Houve avultados 
prejuízos materiais!

O edifício tinha muito material de guerra em depósito e susceptível de estourar e provocar sabe-se lá o quê: destruição do edifício e limítrofes, porventura mortes! Muitas mortes!
Milhares de munições ligeiras (principalmente de G3) rebentaram, ainda assim - parece que ainda estamos a ouvir o seus estridentes silvos e os calafrios que provocaram -, mas felizmente sem provocarem qualquer dano 
O incêndio do Quitexe de há 51 anos. Repare-se no carro
 dos bombeiros e no tamanho dos tanques de água, com
bomba manual accionada por um militar do BCAV. 8423
 (quem o reconhece?). E 
no olhar sorridente  do alferes
miliciano António Garcia. O perigo já tinha passado!
humano.
«Houve avultados prejuízos materiais», reporta o livro «História da Unidade», do BCAV. 8423, dando conta da situação e sublinhando também que «não foi possível evitar a destruição total do imóvel, por falta de meios adequados para apagar o incêndio, inclusive água própria».
A memória, recuando estes 51 anos já passados, reporta-nos a chegada do carro dos Bombeiros de Carmona (a actual cidade do Uíge), transportando-se numa pequena viatura com três homens (um deles, pelo menos, até de gravata..., como se pode ver na imagem) e uma pequena bomba manual, que não dava para nada e suscitou, até, fartas risadas entre a guarnição. 
De pouco valeu, aliás, no combate às chamas - já entretanto controladas pela imediata intervenção dos militares.
O que mais se temeu foi o rebentamento do material de guerra (pesado) lá depositado, que era muito e naturalmente perigoso e que, obviamente, poderia provocar uma tragédia. Felizmente, foi tudo retirado em tempo - por obra e coragem dos militares da CCS do BCAV. 8423 os que lá estavam e outros voluntários, cujo nome lamentavelmente não sabemos mas que aqui gostaríamos de sublinhar. 

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