CAVALEIROS DO NORTE!! Batalhão de Cavalaria 8423, última guarnição militar portuguesa nas terras uíjanas de Quitexe, Zalala, Aldeia Viçosa, Santa Isabel, Vista Alegre, Ponte do Dange, Songo e Carmona! Em Angola, anos de 1974 e 1975!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

- Há 51anos: Comando do Sector do Uíge (CSU) reunido no BCAV. 8423 e no Quitexe!

Notícia do «Diário de Lisboa» de 22 de Janeiro
de 1975 e sobre a situação política em Angola
Coronel António
Bastos Carreiras


O Comandante do Sector do Uíge (CSU) era o coronel tirocinado António Bastos Carreiras e esteve no Quitexe a 22 de Janeiro de 1975.
Há 51 anos e acompanhado de oficiais do seu Estado Maior, presidiu à reunião de comandantes das várias unidades do Sector e a então próxima rotação dos Cavaleiros do Norte do BCAV. 8423 foi, seguramente, um dos temas do encontro, anfitrionado pelo comandante Almeida e Brito, do BCAV. 8423.
A guarnição quitexana, por esse tempo, cumpria serviços de ordem e praticava desporto, principalmente futebol e no âmbito da acção psicológica. E fazia contas para a data do regresso a Portugal - que só viria a acontecer em Setembro, embora as expectativas fossem outras, para datas bem mais próximas.
Agostinho Neto

Mais negros em Portugal e 
mais brancos em Angola !

O dia foi também tempo de Agostinho Neto, o presidente do MPLA, ser recebido na Associação Portuguesa de Escritores, em Lisboa, afirmando, na altura, acreditar que «depois da independência, haverá mais negros em Portugal e mais brancos em Angola».
«Vejo o começo duma nova situação em que, de facto, a liberdade se poderá materializar em cada um dos países nisso interessados, nas ex-colónias e em Portugal propriamente dito. Porém, não nos esqueçamos que teremos de bater firmemente a reacção e que só depois de a batermos firmemente poderemos aspirar a uma liberdade total. É, pois, necessário que os povos de Angola e Portugal se unam, porque unidos haveremos de trilhar o caminho da liberdade, obstando a que se reinstale o neocolonialismo. Um recuo em Portugal, será um recuo para Angola e um recuo em Angola, será um recuo para Portugal», disse Agostinho Neto.

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