Cavaleiros do Norte no bar de sargentos do Quitexe: Lopes (enfermeiro, de óculos e
cigarro), Viegas, Ribeiro (com garrafa na mão, atrás), Bento (de bigode), Flora
(com copo e a rir-se), Rocha (de bigode (entre Viegas e Bento), Carvalho (de bigode e
boina), Lopes (3ª. CCAV.) e Luís Capitão (sentado). Á frente, o Reino. Ao balcão,
1ºs. sargentos Luzia (de costas) e Aires. Entre eles, o civil Guedes (?)
A 17 de Janeiro de 1975, a capital Luanda fazia as oitavas do Acordo do Alvor, com festa e cumprimentos populares, slogans e dúvidas: «E agora, o que dizer exactamente aos portugueses brancos que vivem em Angola e querem fazer de Angola a sua pátria», perguntava Luís Rodrigues, no jornal A Província de Angola, em crónica enviada do Alvor.
O jornalista perguntava e respondia: «Pois bem, que olhem para as qualidades intrínsecas de bondade, de gentileza natural, de comprensão pela vida comunitária e familiar dos seus irmãos africanos».
Angola, entre festas populares, questionava-se sobre o funcionamento do futuro Governo Provisório e sobre quem seria o novo Alto Comissário. O informado Diário de Lisboa dava conta, sobre esta matéria, que «não deve esquecer-se a campanha contra o almirante Rosa Coutinho, por certa imprensa de Luanda».
Sobre o acordo, o Diário de Luanda fez uma edição especial e a cidade «mastigava as notícias logo ao pequeno almoço», com dúvidas que «entre a população branca haja muitos comentários acerca do acordo». As tentativas do jornalista para «saber o que se passa para além do rosto fechado, não resultaram».
Os Cavaleiros do Norte, lá pelo Uíge - no Quitexe, em Aldeia Viçosa e Vista Alegre - aguardavam «as alterações que a cimeira do Algarve possa impôr». Isto, há 40 anos!
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